Dívida pública federal supera R$ 9,2 trilhões
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
Déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública
Brasília – A Dívida Pública Federal ultrapassou a marca de R$ 9,2 trilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. A projeção do órgão é que o estoque da dívida continue crescendo ao longo de 2026 e possa chegar a R$ 10,3 trilhões até dezembro.
Os números foram apresentados junto ao balanço das contas do governo central, que registrou déficit primário de R$ 92 bilhões no primeiro semestre deste ano. Apenas em junho, o resultado negativo foi de R$ 48 bilhões, um dos maiores para o mês desde o início da série histórica.
O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.
Segundo o Tesouro Nacional, a dívida pública é composta pelos títulos emitidos pelo governo federal para financiar suas necessidades de caixa e administrar o perfil do endividamento.
Endividamento
De acordo com o Tesouro, a expansão da dívida reflete a necessidade de financiamento das contas públicas e a emissão de novos títulos públicos.
Os papéis são adquiridos por investidores e instituições financeiras e constituem uma das principais fontes de financiamento do governo federal.
Estatais
Outro indicador divulgado pelo governo refere-se ao desempenho das empresas estatais federais.
O setor público empresarial também registrou resultado negativo no período, ampliando o déficit das empresas controladas pela União. O levantamento considera estatais federais que não dependem diretamente de recursos do Tesouro Nacional para custeio de suas operações.
Os resultados das estatais integram o acompanhamento fiscal realizado pelo governo e são considerados indicadores da situação financeira das empresas públicas.
A expectativa do Tesouro Nacional é de que a dívida pública continue crescendo até o encerramento de 2026.
A estimativa oficial aponta que o estoque poderá atingir R$ 10,3 trilhões, conforme o Plano Anual de Financiamento divulgado pelo órgão.
O Tesouro informou que os resultados fazem parte do acompanhamento periódico das contas públicas e da gestão da dívida federal.
Carol Berg





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