Recursos Hídricos: Comitê Guandu aprova R$ 283 milhões para gestão das águas

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Fotos: Divulgação Comitê Gandu-RJ
Mananciais que formam a bacia do Rio Guandu nascem na região Sul do Estado do Rio

Estado do Rio – O Comitê de Bacia Hidrográfica do Guandu realizou na última quarta-feira (22), em Piraí, sua reunião plenária com apresentação completa do planejamento estratégico e financeiro para a Região Hidrográfica II. Os recursos aprovados para 2027 somam R$ 283,3 milhões, com saldo disponível de aproximadamente R$ 243,5 milhões — o maior volume já destinado à gestão das águas que abastecem cerca de 10 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A apresentação foi conduzida pelo presidente do Comitê, Hélio, que detalhou cinco eixos do planejamento: o Plano Estratégico de Recursos Hídricos, o Plano de Aplicação Plurianual, os contratos em execução, a Programação Anual de Atividades e Desembolso de 2026 e os recursos aprovados para 2027.

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Foto 1: Divulgação
Diretor-geral do Comitê, Hélio Vanderlei, detalhou cinco eixos do planejamento

O diretor-geral do Comitê Guandu-RJ, Hélio Vanderlei, abriu o evento com uma rodada de apresentação entre os representantes municipais. Também participaram da mesa diretora o diretor executivo Robson Campos e o diretor de Indústria e Energia, Milton Neves.

Durante o evento foram detalhados projetos do Observatório da Bacia, o Enquadramento dos corpos hídricos, o Plano de Contingência, o Programa de Educação Ambiental (PEA), o projeto Amigos do Guandu, o Programa Produtores de Água e Floresta (PAF), ações de saneamento, restauração ambiental e investimentos em infraestrutura verde, sempre com foco em resultados, transparência e ampliação dos benefícios para os municípios.

Ao final do encontro, os representantes dos 12 municípios presentes instituíram a coordenação do Fórum de Secretários, elegendo, por consenso, o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Nova Iguaçu, Pedro Henrique Barreto, como secretário executivo do grupo. A proposta é fortalecer a interlocução entre os municípios e o Comitê Guandu-RJ, garantindo maior participação dos gestores na definição das políticas públicas e dos investimentos para a bacia hidrográfica.

Entre os projetos já em andamento estão ações de monitoramento contínuo da qualidade e quantidade da água nos principais rios da bacia, intervenções de recuperação de matas ciliares e áreas de preservação permanente, além de programas de educação ambiental nos municípios que integram a bacia hidrográfica.

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Foto 1: Divulgação
Diretor-geral do Comitê, Hélio Vanderlei, detalhou cinco eixos do planejamento

Por que o Guandu é estratégico para o Sul Fluminense

O Rio Guandu recebe água transposta do Rio Paraíba do Sul — a mesma bacia que abastece os municípios do Sul Fluminense como Volta Redonda, Barra Mansa e Resende — por meio do sistema de bombeamento de Santa Cecília, em Barra do Piraí. Essa dependência estrutural entre as duas bacias faz com que qualquer problema de qualidade ou quantidade de água no Paraíba do Sul se reflita diretamente no abastecimento da Grande Rio.

A gestão integrada proposta pelo Comitê Guandu ganha ainda mais relevância diante da recente autorização do governo do Rio de Janeiro para que São Paulo capte água adicional da Bacia do Paraíba do Sul para socorrer o Sistema Cantareira — decisão que pressiona ainda mais a disponibilidade hídrica para toda a região.

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Criado em 2002, o Comitê Guandu-RJ é o órgão responsável pela gestão participativa dos recursos hídricos da Região Hidrográfica II, composta por 15 municípios e que abastece cerca de 10 milhões de pessoas no Estado do Rio de Janeiro. O Comitê contempla integralmente os municípios de Engenheiro Paulo de Frontin, Itaguaí, Japeri, Paracambi, Queimados e Seropédica, além de partes dos municípios de Barra do Piraí, Mangaratiba, Mendes, Miguel Pereira, Nova Iguaçu, Piraí, Rio Claro, Rio de Janeiro e Vassouras.

Entre suas atribuições está a deliberação sobre os recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água, destinados a investimentos em saneamento, restauração ambiental, segurança hídrica, educação ambiental e fortalecimento da gestão das águas.

Carol Berg

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