Plano prepara rede de saúde para enfrentar impactos do El Niño
Foto: SECOM/GOV/RJ
Iniciativa reúne ações de prevenção, monitoramento e capacitação para minimizar os efeitos de eventos climáticos extremos sobre a população
Estado do Rio – A Secretaria de Estado de Saúde está desenvolvendo um Plano de Adaptação Climática para preparar a rede pública e os municípios fluminenses diante dos impactos previstos com a intensificação do fenômeno El Niño no segundo semestre. A iniciativa reúne ações de prevenção, monitoramento e capacitação para minimizar os efeitos de eventos climáticos extremos sobre a população.
Entre as medidas já iniciadas estão oficinas de capacitação para gestores municipais, realizadas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O objetivo é alinhar planos de contingência e estratégias de mitigação para situações como ondas de calor e chuvas intensas.
Como parte do plano, a secretaria criou o Índice Multidimensional de Excesso de Calor (IMEC), ferramenta que classifica o nível de risco dos municípios a partir de indicadores meteorológicos, ambientais e da capacidade de atendimento da rede de saúde. O índice considera fatores como temperaturas elevadas, infraestrutura assistencial, cobertura das unidades de saúde, áreas de maior vulnerabilidade e cobertura vegetal.

O plano também direciona atenção especial aos grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo, como idosos, crianças menores de cinco anos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao sol. A orientação é reforçar medidas preventivas, como manter hidratação constante, utilizar roupas leves e evitar exposição ao calor nos horários de maior temperatura.
De acordo com a superintendente de Informação Estratégica em Vigilância em Saúde, Luciane Velasque, as previsões climáticas são atualizadas diariamente para os cinco dias seguintes, permitindo que alertas sejam enviados antecipadamente aos municípios sempre que houver risco.
A Secretaria de Saúde também disponibiliza painéis públicos para acompanhamento das condições climáticas e dos impactos na saúde. Entre eles estão o Monitoramento de Excesso de Calor, o Monitoramento de Chuvas Intensas, o Mapeamento de Suscetibilidade Ambiental, que identifica unidades de saúde em áreas sujeitas a enchentes, deslizamentos ou focos de calor, e o Painel Monitora, que reúne informações sobre atendimentos relacionados aos efeitos das altas temperaturas nas unidades estaduais de pronto atendimento (UPAs).
As ferramentas utilizam dados meteorológicos, ambientais, demográficos e assistenciais para orientar o planejamento das ações de vigilância e fortalecer a resposta da rede estadual diante dos eventos climáticos extremos.
Vinicius
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