Pai e filha, duas gerações de médicos formados pelo UniFOA
Volta Redonda – A história da família Falcão na Medicina do UniFOA ganha um novo capítulo com a trajetória de Luma Falcão. Estudante do 12º período e integrante da turma 75, ela está prestes a concluir a graduação na mesma instituição onde o pai, médico formado pela turma 17, iniciou sua trajetória profissional e se tornou sua principal referência.
A diferença entre as duas turmas também reflete as transformações pelas quais passou o curso de Medicina ao longo dos anos. Enquanto o pai vivenciou outra realidade de formação, Luma encontrou novas tecnologias, metodologias de ensino e espaços de aprendizagem. Durante a graduação, acompanhou também o desenvolvimento do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), que passou a integrar sua formação prática.
“Minha maior referência na Medicina é o meu pai. Ele é um excelente médico e um excelente ser humano. Saber que ele se formou aqui, na turma 17, e que agora eu sou da turma 75 é muito importante para mim. Tenho orgulho de fazer parte da MedVR como ele fez um dia e de poder continuar esse legado”, afirmou.
Ao longo da graduação, Luma desenvolveu os próprios interesses e encontrou áreas com as quais se identificou. No internato, teve a oportunidade de vivenciar diferentes cenários de assistência e aprofundar o contato com a rotina médica.
Uma das primeiras experiências foi na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do H.FOA, durante o internato de Pediatria.
“Quando entrei no internato, o primeiro lugar em que ‘rodei’ foi a UTI Neonatal e eu simplesmente me apaixonei pela Pediatria e pelos pequenos. Foi muito bom ter contato com profissionais que nos auxiliaram e poder viver de perto essa rotina”, contou.
No hospital, a estudante acompanhou diferentes etapas da assistência, desde a evolução dos pacientes no sistema até a realização de exames físicos e a compreensão da dinâmica de funcionamento de uma unidade hospitalar.
“Aqui pude entender melhor a logística do hospital, ter um contato mais próximo com o paciente e ser tratada pelos professores e preceptores como uma futura colega de profissão. Isso fez muita diferença para mim”, destacou.
Outra experiência marcante ocorreu na Oncologia. O interesse pela área surgiu nos primeiros anos da graduação, mas ganhou novos significados durante o acompanhamento de pacientes no internato.
“Eu sempre tive uma afinidade muito grande com a Oncologia Clínica. Aqui pude ter contato tanto com o estudo e o manejo do paciente quanto com aquilo que acontece quando você segura a mão dele, examina, conversa e escuta. Isso foi muito marcante para a minha formação”, afirmou.
O contato direto com os pacientes também contribuiu para ampliar a compreensão de Luma sobre a profissão. Para ela, os ensinamentos sobre humanização e relação médico-paciente são fundamentais para uma formação que vai além do conhecimento técnico.
“A gente aprende a valorizar a empatia, o contato médico-paciente e o respeito pelo sofrimento do outro. Isso também nos faz evoluir como pessoas. A Medicina é uma profissão difícil, e precisamos nos fortalecer como seres humanos para conseguir entregar o melhor ao paciente”, disse.
Às vésperas de concluir a graduação, Luma avalia a experiência e as mudanças vividas durante a formação.
“Minha experiência foi extremamente satisfatória e ajudou a moldar a médica que eu serei daqui a poucos dias. Tenho muita gratidão por estudar aqui, fazer parte dessa instituição e ter vivido todas essas experiências durante a formação”, contou.
Da turma 17 à turma 75, a trajetória da família Falcão acompanha parte das transformações do ensino da Medicina no UniFOA. Inspirada pelo pai, Luma se prepara para iniciar a própria caminhada profissional, levando consigo as experiências da graduação e os aprendizados construídos ao longo do curso.
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Mayra Gomes




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