Light inicia operação preventiva no Vila Rica / Tiradentes
Foto: Divulgação
Vistoria técnica confirmou cruzetas de madeira apodrecidas e árvores com galhos sob a rede elétrica
Volta Redonda – A Light iniciou serviços de manutenção preventiva na rede elétrica do bairro Vila Rica Tiradentes, em Volta Redonda. A ação responde a reclamações recorrentes sobre quedas de energia que afetam moradores e o comércio local, e integra o calendário de manutenção que a concessionária realiza no período de inverno — a janela técnica mais favorável para intervenções na rede antes da chegada das chuvas de verão. Os trabalhos começaram na última sexta-feira (19).
A estratégia é conhecida no setor elétrico: o período seco, entre maio e setembro, oferece menor risco de intercorrências durante os trabalhos e permite que a rede chegue mais preparada ao verão, historicamente a estação de maior incidência de quedas por vendaval, galhos sobre cabos e sobrecarga do sistema.
A vistoria técnica confirmou dois problemas principais no bairro: cruzetas de madeira apodrecidas em vários postes das ruas 44, 17 e outras vias, e árvores com galhos crescendo sob a rede elétrica. A Light autorizou imediatamente a troca das cruzetas de madeira por peças metálicas, de ferro galvanizado ou aço, com vida útil de 30 anos ou mais. No mesmo dia, iniciou as podas preventivas na avenida principal do bairro.
Representante do setor relações institucionais da empresa, Maxwuell Siqueira, confirmou ainda que a recente troca de cabos no Jardim Belvedere vai reforçar a rede do Vila Rica Tiradentes.
Parceria com a prefeitura para o verão
A Rua 17 foi identificada como o ponto de maior risco do bairro, com árvores altas que ultrapassam a rede e chegam aos telhados das casas. Para esse trecho, a solução exige ação conjunta entre Light e prefeitura municipal. A empresa se comprometeu a desligar a rede no momento em que a prefeitura realizar as podas das árvores mais altas, que estão fora do alcance da intervenção da concessionária.
“Vamos fazer as podas preventivas no bairro onde os galhos estão perto da rede elétrica. As árvores mais altas, a prefeitura comunica o dia e hora que irá fazer as podas e desligamos a rede até terminar”, explicou Siqueira.
O padrão técnico atual recomenda que árvores plantadas em vias públicas não ultrapassem 4,5 metros de altura. A empresa alertou que podas mais drásticas sem coordenação com o poder público podem gerar multas ambientais.
A Associação de Moradores, representada pelo presidente Mauro Coelho e pelo vice-presidente Edison Lobão, ficou responsável por intermediar o contato com a prefeitura para avançar nas intervenções da Rua 17 antes da temporada de chuvas.
Ana Carolina Garcia Berg de Marco





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