Entenda o papel dos suplentes na eleição para o Senado em 2026
Foto: Arquivo
País – Nas eleições de 2026, o eleitor terá de votar em dois candidatos ao Senado, já que, neste ano, cada estado e o Distrito Federal vão eleger dois senadores, em vez de apenas um. Por isso, quem for votar para esse cargo pode se surpreender ao ver a foto de seis pessoas na urna eletrônica: três ao votar no primeiro candidato a senador, e mais três ao votar no segundo.
Essas pessoas “extras” são os candidatos a suplente de senador. Ao votar em um candidato para o cargo, o eleitor automaticamente também vota em seus dois suplentes — os eventuais substitutos do titular. Na prática, o voto é dado a uma chapa formada por três nomes: o titular, o primeiro suplente e o segundo suplente.
Embora o candidato titular receba mais destaque nas campanhas, os nomes dos suplentes precisam constar em todas as propagandas eleitorais, ainda que em texto pequeno — exigência prevista na Lei Geral das Eleições (Lei 9.504/1997).
Quando o suplente assume o mandato
Na chapa eleita, os suplentes podem se tornar senadores em situações específicas. Isso acontece quando o titular se afasta para ocupar determinados cargos, como ministro de Estado, governador, prefeito ou embaixador; quando se licencia por mais de 120 dias, para tratar da saúde, por exemplo; ou quando morre, renuncia ou perde o mandato por decisão da Justiça Eleitoral — hipótese em que a substituição passa a ser definitiva. Nos casos de afastamento temporário, o titular pode retomar o cargo assim que os motivos que levaram à sua saída deixarem de existir.
Critérios para a suplência
A ordem de substituição segue uma hierarquia: quem assume o lugar do titular é sempre o primeiro suplente. O segundo suplente só entra em cena quando o primeiro não pode exercer o cargo, seja por restrição legal, doença, falecimento ou outro motivo.
Enquanto não assume a vaga, o suplente não exerce nenhuma função no Congresso Nacional. Uma vez empossado, no entanto, ele passa a ter as mesmas prerrogativas e os mesmos deveres de um senador titular. Para isso, precisa cumprir os requisitos exigidos de qualquer candidato ao cargo: ser brasileiro, ter no mínimo 35 anos, ser alfabetizado, estar filiado a um partido político e não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010).
Como a chapa é formada
Cada partido escolhe seu candidato a senador e os dois suplentes durante as convenções partidárias, que este ano ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto. Uma vez definida, a chapa eleita deve permanecer a mesma até o fim do mandato.
O modelo é diferente do adotado para deputados federais e estaduais, cujos suplentes só são definidos depois da eleição — são os candidatos do mesmo partido mais votados que não conseguiram se eleger.
Com informações da Agência Senado
Osmar Neves
Entenda o papel dos suplentes na eleição para o Senado em 2026




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