Consulta pública avalia inclusão de remédio para hipertensão no SUS
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Proposta prevê o uso do remédio no tratamento de adultos com hipertensão arterial pulmonar (HAP)
País – A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu uma consulta pública para avaliar a inclusão do medicamento sotatercepte no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta prevê o uso do remédio no tratamento de adultos com hipertensão arterial pulmonar (HAP).
As contribuições da sociedade civil e da comunidade médica podem ser enviadas até o dia 17 de agosto, por meio da plataforma Brasil Participativo.
A solicitação para incorporação do medicamento foi apresentada pelo próprio fabricante. A proposta é direcionada a pacientes adultos com HAP classificados nas classes funcionais III ou IV, segundo critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), e que apresentam risco de mortalidade intermediário ou alto.
O uso também seria considerado para pacientes que já fazem terapia dupla e apresentam intolerância às prostaciclinas, ou para aqueles que utilizam terapia tripla, como complemento ao tratamento já realizado.
Como o medicamento atua
Segundo a Conitec, o sotatercepte atua em mecanismos relacionados ao crescimento das células dos vasos sanguíneos. Na hipertensão arterial pulmonar, essa via pode apresentar alterações que contribuem para o estreitamento dos vasos que levam o sangue aos pulmões.
A avaliação da incorporação ao SUS considera evidências relacionadas à eficácia, segurança e impacto do medicamento para o sistema público de saúde.
Hipertensão arterial pulmonar
A hipertensão arterial pulmonar é uma doença rara, crônica, progressiva e grave. A condição provoca aumento da pressão nos vasos sanguíneos responsáveis por levar o sangue do coração aos pulmões.
Com a elevação da pressão, o lado direito do coração precisa trabalhar mais para bombear o sangue. Com o passar do tempo, esse esforço pode provocar sobrecarga cardíaca e comprometer o funcionamento do órgão.
Entre os principais sintomas estão falta de ar, cansaço, tontura, dor no peito, desmaios e dificuldade para realizar atividades do cotidiano.
Em casos mais graves, a doença pode evoluir para insuficiência cardíaca e comprometer o funcionamento do coração, podendo levar à morte.
A consulta pública permite que pacientes, familiares, profissionais de saúde, especialistas e demais integrantes da sociedade contribuam com informações e opiniões antes da decisão sobre a possível incorporação do medicamento ao SUS. Com informações da Agência Brasil.
Carol Berg
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