Chefe de investigações da polícia é preso suspeito de ligação com o PCC
Foto: ALESP
Operação Infiltrados cumpre ainda dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo
Estado de São Paulo – O chefe dos investigadores da Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes de Campinas foi preso nesta terça-feira (9), em operação do Ministério Público do Estado de São Paulo. O agente é suspeito de ter ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de participação num plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público de São Paulo.
Além do policial, um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público também cumprem prisão temporária. A Operação Infiltrados cumpre ainda dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo.
Segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, a investigação revelou que o chefe dos investigadores teria se encontrado com integrantes da facção com o objetivo de obter informações “privilegiadas e sensíveis” possivelmente relacionadas à rotina do promotor Amauri Silveira Filho. Parte da conversa foi filmada e obtida pelas investigações.
Além do envolvimento no plano de execução do promotor, o agente também seria investigado por extorsão de investigados e lavagem de dinheiro para traficantes.
A Operação Infiltrados é um desdobramento direto da Operação Pronta Resposta, deflagrada em agosto do ano passado, que resultou na prisão de dois empresários suspeitos de coordenar o plano para assassinar Amauri Silveira Filho. Na época, as investigações apontaram que a ordem para a execução teria partido de Sergio Luiz de Freitas, conhecido como Mijão, integrante da Sintonia Final da Rua do Primeiro Comando da Capital. Há cerca de duas décadas vivendo na Bolívia, ele é considerado um dos maiores operadores do tráfico no Brasil.
A operação desta terça contou com apoio do 1º Batalhão de Ações Especiais de Campinas, da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Penal. “As instituições estão trabalhando em conjunto para a depuração de seus quadros”, afirmou o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas ao divulgar a operação.
O objetivo declarado da investigação é combater a corrupção de agentes públicos, a prática de extorsões, a violação de sigilo funcional e a infiltração de membros de organizações criminosas em instituições do Estado.
Ana Carolina Garcia Berg de Marco
Chefe de investigações da polícia é preso suspeito de ligação com o PCC





Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.