CER III amplia atendimento e inclui famílias em terapia e grupos de apoio
Foto: Divulgação
Volta Redonda – O Centro Especializado em Reabilitação (CER III), da Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda, ampliou o atendimento e passou a incluir ações voltadas às famílias de pacientes atendidos na unidade. Além do acompanhamento clínico, o serviço oferece terapia familiar e grupos terapêuticos voltados a responsáveis por crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) e deficiência intelectual.
A proposta parte do entendimento de que o cuidado em saúde deve considerar não apenas o paciente, mas também o contexto familiar em que ele está inserido.
As famílias encaminhadas pela atenção básica passam por avaliação com a psicologia familiar, que define o tipo de acompanhamento mais adequado. Entre as opções estão atendimentos individuais semanais, com duração de 30 minutos, e participação em grupos terapêuticos.
Atualmente, cerca de 20 famílias recebem acompanhamento individual. Nas sessões, são abordadas questões do cotidiano, dificuldades familiares e padrões de convivência, além de orientações sobre o desenvolvimento e as especificidades de cada diagnóstico.
Segundo a psicóloga Ayla Moreira Campos, o trabalho com as famílias tem impacto direto no cuidado dos pacientes.
“O atendimento familiar busca melhorar as relações, a comunicação e identificar o que pode ser ajustado dentro da dinâmica da casa. Mesmo quando apenas um membro participa, já é possível promover mudanças importantes, que acabam refletindo em toda a família”, explicou.
Grupos terapêuticos ampliam apoio e troca de experiências
Além dos atendimentos individuais, o CER III implantou grupos terapêuticos voltados às famílias, com o objetivo de ampliar o suporte emocional e fortalecer a rede de apoio entre os participantes.
Os encontros acontecem quinzenalmente às sextas-feiras, em dois horários: das 7h30 às 8h30 e das 9h às 10h. Cada grupo reúne até 10 famílias, organizadas por faixa etária das crianças.
Nos encontros, os participantes compartilham experiências e estratégias para lidar com situações do dia a dia, em um ambiente sigiloso e de escuta qualificada.
“A dinâmica do grupo é muito rica, porque as famílias percebem que não estão sozinhas. Há muita troca, identificação e acolhimento. São espaços onde surgem temas importantes, como luto, sobrecarga e desafios do dia a dia, que podem ser ressignificados coletivamente”, destacou Ayla.
Famílias relatam mudanças na rotina e no convívio
A participação no serviço já gera reflexos na rotina dos usuários.
A moradora do bairro Siderlândia, Sara Viana de Souza, mãe de Melissa, de 10 anos, afirma que percebeu mudanças no convívio familiar após iniciar o acompanhamento.
“Hoje estamos muito mais unidas e fazemos atividades juntas. Antes, isso não acontecia. Eu me sentia sobrecarregada e incapaz, e a terapia me ajudou a reorganizar minha vida. Minha filha evoluiu muito e nosso convívio melhorou completamente”, contou.
Sandra Aparecida da Silva Souza, mãe de Horácio, de 7 anos, também relata melhora após o início do acompanhamento.
“Quando cheguei aqui, estava muito cansada e precisava de ajuda. Hoje me sinto muito melhor. Esse espaço é muito importante para mim”, afirmou.
O pai, André Fernandes Costa, reforçou o impacto do atendimento no núcleo familiar.
“Ver minha esposa bem é tão importante quanto ver meu filho evoluindo. Esse apoio faz toda a diferença dentro de casa”, disse.
CER III reforça importância da participação das famílias
A equipe da unidade destaca que os espaços de escuta estão disponíveis às famílias atendidas e são fundamentais para o processo de reabilitação.
Os grupos terapêuticos e a terapia familiar funcionam como ferramentas de apoio emocional, troca de experiências e fortalecimento de vínculos.
O coordenador do CER III, Vladimir Lopes de Souza, ressalta a importância da adesão das famílias.
“Nosso objetivo é cuidar não apenas do paciente, mas de toda a família. Quando oferecemos esse espaço de escuta e acolhimento, contribuímos diretamente para um ambiente mais equilibrado e favorável ao desenvolvimento. Por isso, é fundamental que as famílias participem e aproveitem esse suporte que está disponível”, afirmou.
Atendimento especializado na região
O CER III atende pacientes com deficiência física, intelectual e visual de Volta Redonda e municípios da região. A unidade conta com equipe multidisciplinar e oferece acompanhamento contínuo voltado à autonomia e à qualidade de vida.
Mayra Gomes
CER III amplia atendimento e inclui famílias em terapia e grupos de apoio




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