Por trás de uma marca bem vista, existe mais do que um bom design

Um projeto de comunicação visual não começa no computador, antes das escolhas de cor e material, existe uma etapa de investigação que define o que a empresa precisa comunicar e quais resultados pretende alcançar. É essa a lógica de Bruno Zamora Favarelli, empresário que atua há mais de 16 anos na área de Marketing e Propaganda, especializado em comunicação visual, cuja metodologia conecta cinco etapas: estratégia, design, produção, instalação e resultado.
O diferencial do especialista convidado, está no domínio de todo o ciclo. Em muitas operações, cada fase é executada por um profissional diferente, e quando não existe uma direção integrada, decisões importantes se perdem entre uma etapa e outra. “Quando ninguém olha o processo como um todo, as decisões mais importantes se perdem no caminho”, afirma o empresário cuja experiência reúne marketing, criação, vendas, gestão financeira, produção, instalação e liderança de equipes.
O diagnóstico antes do design
Para o especialista a primeira etapa é compreender o negócio: produto, perfil de clientes, localização, concorrência e a imagem que a empresa pretende construir. Segundo ele: “Uma empresa em uma avenida movimentada tem necessidades diferentes de uma em uma área de circulação lenta, assim como uma companhia B2B precisa se comunicar de forma distinta de uma loja voltada ao consumidor final.”
Esse diagnóstico evita que o projeto se baseie só em preferências pessoais — uma cor pode agradar ao proprietário e ter pouca legibilidade à distância; uma mensagem pode parecer completa no monitor e se tornar excessiva numa fachada.
Da estratégia ao design
Com o diagnóstico em mãos, são definidos a mensagem principal e os pontos de contato prioritários. Em alguns casos, a fachada é o elemento mais urgente; em outros, a frota comercial é o principal meio de circulação da marca; em outros ainda, é preciso integrar vitrines, sinalização e redes sociais. “O objetivo é selecionar os recursos certos para a realidade de cada cliente, isso evita investimentos desconectados”, explica.
É também aqui que a comunicação visual se conecta à venda: ela chama atenção, facilita o reconhecimento e sustenta a confiança necessária para que o consumidor entre, faça contato ou peça uma proposta.
Só então começa o design propriamente, sempre orientado por perguntas concretas: o consumidor entende o que a empresa oferece? A marca é reconhecida rapidamente? Hoje essa coerência precisa valer também fora da fachada, já que vitrines, frota e redes sociais funcionam como pontos de contato de uma mesma mensagem, e a integração entre comunicação física e digital amplia o retorno de cada investimento do cliente.
A produção e instalação
Materiais inadequados, diferenças de cor e cortes imprecisos comprometem o resultado, mesmo quando a criação foi bem-feita. A experiência de Favarelli com processos produtivos, permite considerar desde o início o tipo de superfície, a exposição ao sol e o tempo de uso de cada peça.
Na instalação, ele frequentemente acompanha o processo pessoalmente. “Quando participo da instalação, entendo melhor os limites dos materiais, e isso reduz a distância entre o que foi aprovado e o que é entregue”, afirma.
O resultado precisa ser acompanhado
O ciclo não termina quando a fachada é instalada. É preciso observar se os objetivos definidos no início foram atendidos, por meio de indicadores como aumento de contatos, fluxo no estabelecimento e reconhecimento de marca, sem ignorar que preço, atendimento e localização também influenciam o desempenho.
Um exemplo veio da Rede Castelo, rede de postos de combustível atendida por Favarelli. Além da revitalização das fachadas, o projeto incluiu a reformulação dos car washes da rede, que ganharam nova estrutura visual e passaram a se destacar dentro dos postos. O resultado foi direto: mais clientes para o serviço de lavagem e maior visibilidade da marca, em um mercado onde pequenos detalhes de exposição costumam decidir a escolha do consumidor.
“Esse tipo de resultado confirma que a comunicação visual, quando bem planejada, é parte da estratégia comercial, não só um ajuste de aparência“, resume Favarelli.
É esse domínio de ponta a ponta, da pesquisa ao resultado, que permite que Favarelli atue como uma espécie de diretor de marketing externo para empresas que não têm departamento próprio. Por trás de uma marca bem vista, existe pesquisa, decisão técnica, coordenação de equipes e acompanhamento constante. O design chama atenção, mas é a integração de todo o processo que transforma essa atenção em confiança e oportunidade de venda.
O post Por trás de uma marca bem vista, existe mais do que um bom design apareceu primeiro em Diário do Vale.
emiliano macedo
Por trás de uma marca bem vista, existe mais do que um bom design




Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.