Volta Redonda realiza seminário sobre o enfrentamento do preconceito e violências contra as mulheres
Evento da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos também contou com a participação de outros municípios da região
A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH) de Volta Redonda realizou nessa segunda-feira (31/8) o Seminário Mulheres Lésbicas: Saúde, Direitos e Cidadania, no auditório do UGB (Centro Universitário Geraldo Di Biase), no Aterrado. O encontro reuniu várias entidades locais e de municípios vizinhos para debater o preconceito, a violência e questões ligadas à saúde, direitos e cidadania em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto, e ao encerramento da campanha Agosto Lilás – campanha nacional de conscientização que visa à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.
De acordo com a SMDH, o objetivo do seminário foi reafirmar o compromisso com a promoção dos direitos humanos, o enfrentamento à violência contra as mulheres e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à população LGBTQIA+, em especial às mulheres lésbicas.
O evento acordou três eixos temáticos: Eixo 1, ‘Existir: Visibilidade e Vivências’; Eixo 2, ‘Saúde Integral’; Eixo 3, Direitos, Violências, Rede de Proteção. A mesa da cerimônia foi composta por palestrantes e representantes que contribuíram com as abordagens: Cristiana ‘Kitty’ Fernandes, do Instituto Paratodes; Rejane Maria de Queiroz, coordenadora do programa IST/AIDS de Volta Redonda; Maria das Graças (médica no programa HIV/Aids), Maraya Cristine Soares (psicóloga); Patrícia Vieitas (Coordenadora do Ceam – Centro Especializado de Atendimento à Mulher), Cláudia Paulino (advogada do Ceam); Gramacho e Wilma Barbosa (guardas municipais da Patrulha Maria da Penha); e Melissa Paiva (da pasta de Promoção de Políticas para Diversidade de Gênero da SMDH), que atuou como mediadora na parte final do seminário.
A subsecretária da SMDH, Juliana Rodrigues, reforçou: “quando nos reunimos para debater a vida, os direitos e a saúde das mulheres lésbicas, estamos fazendo muito mais do que realizar um evento. Falar sobre visibilidade é honrar a história de quem veio antes de nós, de quem abriu caminhos contra o silenciamento e a invisibilidade para que possamos ocupar espaços como este. O preconceito ainda é gritante e cruel, impondo barreiras no acesso a serviços essenciais e gerando violências cotidianas que geram impactos na saúde e no bem-estar”, disse Juliana, acrescentando o papel fundamental do Estado e da SMDH:
“Nós existimos para acolher, orientar e proteger, garantindo que nenhuma mulher caminhe sozinha. O combate à discriminação e a promoção da igualdade de direitos exigem uma rede de proteção forte, atuante e humana, onde o respeito à dignidade e à identidade de cada pessoa seja a prioridade absoluta. A pauta passa pelo fortalecimento da cidadania, pela garantia de um atendimento em saúde livre de estigmas e pelo reconhecimento de que todas as formas de violência precisam ser interrompidas.”
A assessora Melissa Paiva comentou o alcance da atividade em políticas públicas. “A realização desse seminário foi muito significativa para a Divisão da Diversidade de Gênero, porque conseguimos reunir, em um mesmo espaço, diferentes olhares sobre questões que atravessam as vivências das mulheres lésbicas. Falamos sobre visibilidade e representatividade, saúde física e mental, direitos, enfrentamento às violências e, principalmente, aproximamos a população dos serviços que integram a nossa rede. Foi um momento muito rico de troca, informação e escuta”, destacou, citando que a proposta do evento também era ouvir quem participou, compreender demandas e identificar questões que ainda precisam ser trabalhadas pelo poder público.
“A partir das discussões e das contribuições recebidas, queremos dar continuidade a esse trabalho e pensar em novas ações que fortaleçam o acolhimento, a garantia de direitos e a construção de políticas públicas cada vez mais inclusivas”, concluiu Melissa.
A secretária da Mulher de Pirai, Iris Sardinha, destacou o tema do seminário: “É importante estar discutindo os espaços e também avançar na defesa dos direitos das mulheres, saber as suas escolhas, respeitar a diversidade, combater toda forma de violência. Este é um compromisso de todas nós enquanto sociedade”, afirmou.
Presentes ainda estiveram as representantes dos Cras (Centros de Referência e Assistência Social) dos bairros São Carlos, Padre Josimo, Voldac, São Luiz; servidoras das secretarias municipais de Saúde (SMS), Assistência Social (Smas), Educação (SME), Fazenda (SMF); Ordem Pública (Semop), Patrulha Maria da Penha, Patrulha de Garantias Fundamentais e Guarda Municipal.
Além dos três eixos temáticos, o seminário reservou um momento para o diálogo e para as perguntas encaminhadas aos palestrantes.
Fotos: Adriana Cópio – Secom/PMVR.
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