Volta Redonda inicia construção do Plano Local de Ação Climática
Foto: Adriana Cópio – Secom/PMVR.
Volta Redonda – Volta Redonda é um dos 34 municípios do estado do Rio de Janeiro que já iniciaram as oficinas participativas para a elaboração dos Planos Locais de Ação Climática (PLACs). O primeiro encontro relacionado ao projeto aconteceu nessa sexta-feira (4), na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), no bairro Aterrado.
Participaram representantes de secretarias municipais, da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e do Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI Brasil). Também estiveram presentes representantes de instituições de ensino e empresas do município.
Durante o encontro, foram elaborados diagnósticos e definidas ações que irão compor o PLAC de Volta Redonda. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), o Plano Local de Ação Climática é um instrumento de planejamento que vai orientar as autoridades municipais na identificação dos principais impactos das mudanças climáticas em Volta Redonda e na definição de ações para enfrentá-los.
Segundo a SMMA, a elaboração do PLAC é importante porque as mudanças climáticas já afetam as cidades, aumentando riscos como ondas de calor, chuvas intensas, alagamentos e deslizamentos, além de impactos sobre a saúde da população, a infraestrutura e os serviços públicos.
O planejamento permitirá ao município organizar e priorizar medidas de adaptação e de redução das emissões de gases de efeito estufa, considerando a realidade e as necessidades locais.
A oficina participativa é um momento de construção coletiva do PLAC. Nela, representantes do poder público e da sociedade podem contribuir para a identificação dos principais problemas e vulnerabilidades do município, além de discutir prioridades e possíveis ações para tornar Volta Redonda mais resiliente e preparada para os impactos das mudanças climáticas.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Jorginho Fuede, destacou a importância da realização do primeiro encontro sobre os PLACs.
“Foi muito importante realizarmos essa primeira reunião sobre os PLACs aqui, porque o plano precisa refletir a realidade do município e contar com a contribuição dos diferentes setores que atuam diretamente sobre o território e a população. As ações que começamos a definir fazem parte do Programa Ambiente Resiliente, iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o ICLEI”, destacou Fuede.
O coordenador da Defesa Civil municipal, Rubens Siqueira, falou sobre como os assuntos discutidos no encontro poderão contribuir para o desenvolvimento de soluções para o município.
“Foram de suma importância todas as discussões sobre as ações mapeadas aqui, para que possamos ajustar a realidade do nosso município. A partir de agora, vamos fazer todos os estudos e planos de contingenciamento na elaboração do plano municipal de risco, para que possamos condensar estas informações e, nas próximas reuniões, trazer as experiências que vamos começar a praticar”, disse Rubens.
Já Vivian Dal’Lin, coordenadora de projetos da ONU-Habitat, afirmou que a entidade já vem trabalhando com as autoridades municipais em temas e ações relacionados ao meio ambiente e detalhou como esse trabalho está sendo desenvolvido.
“Este é um momento muito importante. Já estamos há uns meses trabalhando com a Prefeitura de Volta Redonda e outros municípios do estado, através de uma parceria com o Governo do Estado, para apoiar o desenvolvimento dos seus planejamentos frente à mudança do clima. Sabemos que a mudança do clima é uma realidade e, neste momento, buscamos escutar as pessoas que vivem aqui sobre as áreas que são mais afetadas, as pessoas que correm mais riscos de serem impactadas e, com isso, pensar em ações para minimizar esses efeitos no município”, afirmou Vivian.
O que são PLACs
Os Planos Locais de Ação Climática (PLACs) são guias contextualizados que oferecem soluções para que os municípios sejam capazes de se prevenir, adaptar e responder aos impactos da mudança do clima. Por meio de indicadores, metas e ações de monitoramento, os PLACs orientam a tomada de decisão dos governos municipais, contribuindo para um planejamento específico de redução dos impactos das mudanças climáticas, voltado para cada território e levando em consideração suas características locais.
No estado do Rio de Janeiro, o processo de elaboração dos 34 planos, iniciado em março de 2026, contempla quatro etapas: (1) estruturação da governança; (2) elaboração do diagnóstico; (3) definição de estratégias e propostas; e (4) desenvolvimento de ferramentas de implementação e monitoramento. O processo será finalizado com a documentação de boas práticas, com o objetivo de deixar um legado para os municípios e as regiões.
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Mayra Gomes
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