Volta Redonda amplia monitoramento social e fortalece proteção de direitos

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Foto: SECOM/PMVR
Profissionais da Assistência Social participaram de capacitação voltada ao diagnóstico socioterritorial e ao fortalecimento das ações de proteção social em Volta Redonda.

Volta Redonda  – A rede de Assistência Social de Volta Redonda tem ampliado sua capacidade de identificar situações de vulnerabilidade e violação de direitos no município. Os avanços foram apresentados durante o terceiro encontro do percurso formativo “Descrevendo Realidades”, promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), com foco no fortalecimento do mapeamento e diagnóstico socioterritorial.

A atividade reuniu profissionais da Proteção Social Básica e Especial, Vigilância Socioassistencial e representantes de entidades vinculadas ao Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS). O objetivo foi qualificar a coleta e a análise de dados que orientam a formulação de políticas públicas e a atuação da rede de proteção social.

Entre os números apresentados, destaque para os registros do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). O levantamento referente ao período 2025/2026 aponta 151 situações identificadas envolvendo crianças e adolescentes, contra 98 registros no diagnóstico anterior, referente a 2024.

Segundo a equipe técnica do Peti e da Vigilância Socioassistencial, o aumento não indica necessariamente crescimento dos casos, mas sim uma maior capacidade de identificação por parte da rede municipal, resultado da integração entre os serviços especializados, especialmente o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e o Serviço de Abordagem Social.

Os dados mostram ainda que a maioria dos registros envolve adolescentes entre 14 e 17 anos, principalmente meninos em atividades informais e situações de trabalho nas ruas. No caso das meninas, os profissionais alertam para formas de exploração menos visíveis, como o trabalho doméstico irregular e a exploração sexual, o que exige atenção permanente da rede de proteção.

Durante o encontro, foram apresentadas metodologias e ferramentas para auxiliar os profissionais na análise dos atendimentos realizados nos territórios. A proposta é transformar as informações coletadas no dia a dia em indicadores capazes de orientar ações mais eficazes e alinhadas às necessidades da população.

A socióloga Ana Clara Matias Rocha, integrante da Vigilância Socioassistencial, destacou que o percurso formativo busca aproximar os profissionais das ferramentas de diagnóstico social.

Já a diretora do Departamento de Vigilância Socioassistencial, Flávia Santos, ressaltou que o conhecimento aprofundado dos territórios permite identificar áreas com maior incidência de situações de risco, fortalecendo ações preventivas voltadas para crianças, adolescentes, idosos e demais públicos atendidos pela assistência social.

A iniciativa integra a estratégia do município de aprimorar o planejamento das políticas públicas, utilizando dados e indicadores para qualificar os serviços, programas, projetos e benefícios oferecidos à população.

Ana Carolina Garcia Berg de Marco

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