Volta Redonda: alunos da Inclusão Produtiva se tornam instrutores e mudam vidas

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Fotos: Clara Preta/Secom/PMVR
Programa de Inclusão Produtiva vem transformando a vida de ex-alunos dos cursos livres oferecidos nos Cras

Volta Redonda – A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), tem registrado resultados que vão além da qualificação profissional. O Programa de Inclusão Produtiva vem transformando a vida de ex-alunos dos cursos livres oferecidos nos Cras, muitos dos quais retornam às salas de aula como instrutores, ampliando o alcance da política pública no município.

Atualmente, o programa conta com 24 instrutores atuando em áreas como barbeiro, cabeleireiro, costura, culinária, serigrafia, designer de sobrancelhas, marketing digital, manicure, trancista, entre outras. Muitos deles iniciaram sua trajetória como alunos dos cursos gratuitos oferecidos pela prefeitura.

Para a subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, o retorno dos alunos como instrutores comprova a efetividade da política pública. “Não estamos apenas oferecendo cursos, mas criando oportunidades reais de geração de renda, autonomia e desenvolvimento pessoal”, destacou.

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Da formação à transformação

Entre os instrutores está Franklin Villanueva, de 39 anos, morador do bairro Monte Castelo e natural da Venezuela. Ele conheceu o programa por meio do Cras e iniciou os cursos buscando qualificação profissional.

Com o tempo, passou a se envolver nas atividades e foi convidado a integrar a equipe de instrutores. “Hoje me dedico a ensinar alunos a saírem do zero, se profissionalizarem e conquistarem sua renda”, contou.

Já a história de Karina Maria da Silva, de 39 anos, moradora do Jardim Cidade do Aço, é marcada pela superação. Ela encontrou no curso de cabeleireiro um espaço de acolhimento durante um período de depressão.

“Era o único lugar que me fazia sentir útil e viva. Fiz o curso por três ciclos porque, para mim, era uma terapia”, relatou. Hoje, ela atua como instrutora de tranças.

Outra ex-aluna que se tornou instrutora é Ryanny Cristiny, de 31 anos, do bairro Água Limpa. Ela já tinha experiência com tranças e buscou o curso para aperfeiçoamento. Pouco tempo depois, foi convidada a integrar a equipe de instrutores. “Foi uma oportunidade que mudou minha vida”, disse.

Impacto social e multiplicação de oportunidades

Segundo o coordenador da Inclusão Produtiva, Rafael Malachine, o retorno dos alunos como instrutores é um dos principais indicadores de sucesso do programa. “Eles se tornam agentes transformadores de vidas”, afirmou.

As histórias reforçam o impacto dos cursos livres da prefeitura, que vão além do ensino técnico e representam oportunidades de recomeço, fortalecimento da autoestima e geração de renda.

Ao transformar alunos em educadores, o Programa de Inclusão Produtiva amplia o alcance das ações sociais e fortalece a rede de oportunidades em Volta Redonda.

Ana Carolina Garcia Berg de Marco

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