Volta Redonda adquire 2 cães para ampliar projeto de cinoterapia em parceria com a PM
A Prefeitura de Volta Redonda deu mais um importante passo para fortalecer as políticas públicas de inclusão e atendimento às Pessoas com Deficiência (PCDs). O município adquiriu dois cães da raça Golden Retriever que irão integrar o projeto de cinoterapia – terapia assistida por cães – em parceria com a Polícia Militar (PM), por meio do Batalhão de Ações com Cães (BAC). Nessa quinta-feira (25), um dos cães foi apresentado às crianças atendidas no projeto Laço Azul. Os animais estão atualmente em treinamento no Rio de Janeiro e, em breve, ficarão na sede da companhia do BAC em Volta Redonda, que será inaugurada no bairro Roma.
A secretária municipal de Saúde, Márcia Cury, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento das crianças atendidas pelo município. “A cinoterapia vem ajudar no desenvolvimento da comunicação, da socialização, da autoestima e do vínculo afetivo, além de contribuir para a redução da ansiedade e do estresse, melhorando a qualidade de vida das crianças e de seus familiares. O nosso compromisso é melhorar cada vez mais a qualidade de vida e a inclusão”, afirmou. O secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Washington Uchôa, celebrou a ampliação do projeto. “Estamos mais uma vez recebendo a corporação do BAC em Volta Redonda. A cinoterapia já vem apresentando resultados muito positivos e os cães que adquirimos vão ampliar essa assistência, permitindo que cada vez mais crianças sejam beneficiadas por essa terapia”, destacou.
Representando o prefeito Antonio Francisco Neto, o deputado estadual Munir Neto ressaltou o pioneirismo do município na implantação do projeto. “Fico muito feliz de ver a cinoterapia sendo implantada em Volta Redonda. A prefeitura adquiriu dois cães para esse trabalho e os usuários do Laço Azul já aprovaram essa iniciativa. Tenho certeza de que isso vai melhorar ainda mais a qualidade de vida dos atendidos. Volta Redonda está sempre saindo na frente. Parabéns ao prefeito Neto e a todos os envolvidos”, disse. Após a atividade no Laço Azul, representantes do Batalhão de Ações com Cães (BAC) estiveram no gabinete do prefeito Antonio Francisco Neto para apresentar o cão que irá integrar o projeto de cinoterapia em Volta Redonda.
“É uma alegria muito grande ver esse projeto avançando e transformando vidas. A aquisição desses dois cães representa mais um investimento da prefeitura no cuidado com a nossa população. A cinoterapia já vem apresentando excelentes resultados e, com a chegada dos novos animais e a futura instalação da companhia do BAC em Volta Redonda, vamos ampliar ainda mais esse atendimento. Nosso compromisso é continuar investindo em inclusão, acolhimento e qualidade de vida para quem mais precisa”, ressaltou o prefeito.
Benefícios da terapia assistida por cães
A cinoterapia utiliza a interação entre pacientes e cães treinados como ferramenta terapêutica complementar. A prática auxilia no desenvolvimento da comunicação, da autonomia, da coordenação motora, da interação social e da autoestima, além de contribuir para o controle da ansiedade e o fortalecimento dos vínculos afetivos.
No Laço Azul, as sessões acontecem semanalmente às quintas-feiras e incluem atividades voltadas para habilidades da vida diária, socialização, comunicação e estímulos motores e cognitivos. Durante as atividades, as crianças interagem diretamente com os cães por meio de comandos, brincadeiras orientadas, cuidados de higiene e exercícios terapêuticos planejados por profissionais especializados.
Seis crianças participaram da primeira etapa do projeto e receberam certificados de conclusão durante a atividade desta quinta-feira, em reconhecimento ao desenvolvimento alcançado ao longo das sessões.
A atendente terapêutica do Laço Azul, Nayara Machado, acompanha de perto os resultados obtidos pelos participantes. “Nas sessões de cinoterapia, trabalhamos muito questões relacionadas às atividades da vida diária, habilidades como amarrar o sapato, higiene pessoal e socialização. Observamos uma melhora significativa em diversos pacientes. Algumas crianças que tinham a fala muito reduzida passaram a se comunicar melhor ao interagir e dar comandos aos cães. Outras evoluíram em questões ligadas à higiene pessoal. Conseguimos promover mudanças importantes em habilidades que elas precisam para o dia a dia”, explicou.
Os benefícios também são percebidos pelas famílias. Mãe de Cauã Leonardo, de 9 anos, usuário do Laço Azul, Ticiane Aguiar relata os avanços conquistados pelo filho. “Ele melhorou bastante depois que começou o tratamento. Antes tinha medo de cachorro e o latido o incomodava muito. Hoje esse medo diminuiu bastante. O comportamento dele se desenvolveu muito. Ele sempre foi muito tímido e agora está mais livre, mais solto, conversa mais com as pessoas”, contou.
Já Cassiane Martins Bernardo, mãe da pequena Ana Sofia, de 4 anos, destaca as mudanças observadas na rotina da filha. “Ela tinha muito receio de brincar com cachorro e hoje, quando vê um na rua, quer se aproximar e brincar. A terapia foi muito boa para ela. Está se desenvolvendo muito bem, falando mais, e passou a demonstrar interesse por atividades como escovar os dentes e pentear o cabelo”, afirmou.
Legislação fortalece uso da cinoterapia no município
Em Volta Redonda, a Terapia Assistida por Animais (TAA), conhecida como cinoterapia, também está prevista na Lei Municipal nº 6.691/2025, de autoria do vereador Renan Cury. A legislação autoriza a utilização da prática em hospitais públicos do município.
Informa Cidade
Volta Redonda adquire 2 cães para ampliar projeto de cinoterapia em parceria com a PM
Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.