UniFOA: Alunos da Escola de Gestão e Negócios conquistam 2º lugar em Hackathon da Flumisul

Estudantes da Escola de Gestão e Negócios (EG&N) do UniFOA conquistaram o 2º lugar no Hackathon da Flumisul 2026, realizado durante a 25ª edição da feira, em Barra Mansa.  A maratona colaborativa reuniu 61 estudantes de cinco instituições de ensino, divididos em sete equipes. Durante três dias, os participantes foram desafiados a desenvolver soluções tecnológicas para demandas reais apresentadas pelo Cluster Automotivo, aproximando o ambiente acadêmico da rotina da indústria. Com o tema “Fábrica Autônoma”, o Hackathon teve início na quinta-feira, 13, com capacitações em pitching, oratória, Canvas e desenvolvimento de produtos. A apresentação e a premiação aconteceram no sábado, 15, encerrando a programação da Flumisul 2026.

A equipe da EG&N, única da área de gestão e negócios ficou com a segunda colocação e recebeu prêmio de R$ 3 mil. Ao todo, foram distribuídos R$ 10 mil em premiação. As cinco equipes mais bem classificadas também terão a oportunidade de visitar o Cluster Automotivo para validar suas ideias e produtos dentro das fábricas.

O negócio apresentado pelos estudantes do UniFOA foi o Andon Preditivo, um sistema de manutenção preditiva para linhas de produção automotivas just-in-time. A solução envolve um app que utiliza dados de sensores já existentes nas máquinas, como vibração, temperatura e ciclo, para calcular um score de risco por estação e gerar ordens de manutenção antes que a falha aconteça.

Segundo Riane Rodrigues, estudante do 7º período de Administração, a proposta inverte a lógica tradicional do quadro Andon, usado na indústria para sinalizar problemas depois que eles ocorrem.

“O principal ganho está na prevenção do efeito cascata: como estações no início da linha têm peso maior na fórmula de risco, o sistema prioriza evitar que uma falha inicial comprometa toda a cadeia produtiva, reduzindo paradas não planejadas”, explicou.

Para os estudantes, a experiência exigiu organização, raciocínio rápido e capacidade de transformar uma demanda em negócio e com protótipo em poucos dias. Celso Silva, aluno do 8º período de Administração, e Letícia Maciel, do 6º período de Administração, destacaram a intensidade do processo.

“Foi uma experiência intensa. Passamos por workshops de ideação, prototipagem rápida e storytelling de pitch, que nos deram ferramentas concretas para transformar uma dor real da indústria em um produto funcional em menos de 24 horas. O formato do evento, com desafios revelados apenas no segundo dia e pouco tempo de mentoria, exigiu muita organização da equipe e tomada de decisão rápida. Foi desafiador, mas aprendemos muito”, relataram.

A classificação também teve um peso especial pelo perfil da equipe. Formada por estudantes de Administração e Ciências Contábeis, a EG&N competiu em um ambiente com forte presença de áreas ligadas à tecnologia.

Para Barbara Barros, estudante do 6º período de Ciências Contábeis, o resultado mostrou que visão de negócio também tem espaço em desafios tecnológicos.

“Representa muito para a gente, ainda mais considerando o contexto da competição. Éramos uma equipe formada por estudantes de Administração e Ciências Contábeis, concorrendo com times majoritariamente de Tecnologia da Informação. Tivemos que aprender a programar e estruturar uma solução técnica em tempo recorde, fora da nossa zona de conforto, mas conseguimos usar o que já sabíamos fazer bem: entender o negócio, estruturar processos e contar uma história de impacto com clareza”, afirmou.

Barbara também relacionou a conquista à formação prática vivenciada na Escola de Gestão e Negócios.

“Ver que o que aprendemos em sala de aula, na disciplina de Projetos e na prática de resolver desafios reais desde o 1º período, se traduziu em um resultado concreto reforça o valor da formação que a EG&N vem construindo com a gente. Mostramos que gestão tem tanto espaço em um hackathon de tecnologia quanto o próprio código”, completou.

Ryan Aganete, estudante do 6º período de Ciências Contábeis, avaliou que a bagagem construída na graduação ajudou a equipe a competir em um cenário diferente de sua área principal.

“Embora tenhamos participado de um hackathon voltado para estudantes de TI, Sistemas de Informação e Engenharia de Software, conquistamos o 2º lugar graças à nossa bagagem prática. A experiência com projetos acadêmicos e resolução de problemas reais de empresas da região nos deu uma visão de negócios que complementou a parte técnica do evento”, afirmou.

O estudante também destacou o apoio recebido durante a preparação e a participação no desafio.

“Essa conquista deixa claro que, mesmo fora da nossa zona de conforto, a base sólida que construímos na graduação nos permite competir e nos destacar em diferentes cenários. Também contamos com o apoio do professor Rafael Lima, que nos ajudou a estruturar melhor o raciocínio do projeto antes e durante o evento”, completou.

Para Gil Santana, estudante de Ciências Contábeis no início da graduação, participar do Hackathon logo nos primeiros períodos foi uma forma de descobrir possibilidades dentro da vida universitária.

“Foi uma das coisas mais inesperadas que aconteceram comigo. Um amigo me convidou, eu aceitei e participei de algo incrível. Aproveitar a faculdade ao máximo e viver as oportunidades que a FOA oferece, mesmo sendo iniciante, me inspirou a continuar buscando novas experiências”, contou.

Professor da Escola de Gestão e Negócios, Rafael Lima acompanhou os estudantes durante a competição e destacou a evolução do grupo ao longo do processo.

“É uma emoção indescritível acompanhar cada momento, vibrar com cada ideia e ver a dedicação dos alunos se transformar em um resultado como esse segundo lugar no Hackathon da Flumisul. Ver o brilho nos olhos dos estudantes e a vibração na hora da premiação é uma das maiores recompensas que podemos ter como educadores”, afirmou.

Para Rafael, a conquista também demonstra o impacto de uma formação baseada em projetos e desafios reais.

“Ver os alunos mostrando maturidade, raciocínio crítico e liderança em um ambiente competitivo mostra a força da Escola de Gestão e Negócios e do corpo docente do UniFOA. Esse resultado reflete o nosso modelo de ensino baseado em projetos, que coloca o estudante no centro da prática e gera resultados concretos”, destacou.

Realizado pela ADR Sul Fluminense, em parceria com o Rio Sul Valley e com patrocínio da Intentoo, o Hackathon aproximou jovens universitários da realidade da indústria e abriu espaço para que ideias desenvolvidas durante a competição sejam testadas no setor produtivo.

Para os estudantes da EG&N, o 2º lugar mostrou que inovação não nasce apenas do domínio técnico de ferramentas digitais. Em uma fábrica autônoma, entender processos, identificar riscos, propor soluções e comunicar valor também faz parte do jogo. Em um desafio voltado à tecnologia, o diferencial veio da gestão.

Informa Cidade

UniFOA: Alunos da Escola de Gestão e Negócios conquistam 2º lugar em Hackathon da Flumisul


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