Tribunal Superior Eleitoral debate inclusão e acessibilidade no voto
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
País – Com uma série de debates e atividades, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu, nesta quarta-feira (29), o encontro “Justiça Eleitoral para todas as pessoas: juntos pela acessibilidade e inclusão”. A iniciativa buscou fortalecer a participação política de pessoas com deficiência e incentivar uma democracia mais inclusiva.
A abertura do evento contou com apresentação da cantora, compositora e escritora Sara Bentes, acompanhada dos músicos Fabiano e Luan. Com trajetória internacional e reconhecida atuação na defesa da acessibilidade cultural, a artista é a voz conhecida como “Letícia”, do sintetizador utilizado nas urnas eletrônicas, que auxilia eleitoras e eleitores com deficiência visual ou baixa visão no momento do voto.
Durante o encontro, Sara Bentes destacou a importância do voto com autonomia. “A importância do voto para todas as pessoas é imensurável. É o exercício da cidadania com autonomia e dignidade. Houve um tempo em que pessoas cegas precisavam entrar com alguém na cabine de votação e não tinham garantia de que sua escolha seria respeitada. Por isso, é muito importante que a gente faça o esforço de votar, registrar nossa opinião e fazer a diferença no destino do país”, afirmou.
A mesa de abertura reuniu a secretária-geral da Presidência do TSE, desembargadora Andréa Pachá; a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Rodrigues Nascimento Santos; e a secretária de Modernização, Gestão Estratégica e Socioambiental do TSE, Wendy Andrade.
A desembargadora destacou que garantir condições adequadas para o exercício do voto é um processo contínuo e essencial à democracia. Segundo ela, a Justiça Eleitoral tem avançado para transformar direitos reconhecidos em direitos efetivamente exercidos, especialmente para grupos historicamente excluídos.
De acordo com a magistrada, o Estatuto da Pessoa com Deficiência representou um marco ao assegurar o direito ao voto a pessoas antes consideradas incapazes. “Garantir esse direito é garantir dignidade, autonomia e cidadania”, afirmou.
Andréa Pachá também ressaltou a necessidade de ampliar mecanismos de inclusão no processo eleitoral. “A eleição de 2026 deve ser uma festa cívica e democrática, que respeite as diferenças e reafirme a liberdade e a democracia para todos”, completou.
A secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Rodrigues Nascimento Santos, reforçou que acessibilidade e inclusão são pilares da cidadania plena. Ela observou que pessoas com deficiência ainda são sub-representadas nos processos eleitorais e que a remoção de barreiras físicas, comunicacionais, tecnológicas e institucionais fortalece não apenas esse público, mas a democracia como um todo.
“Inovação não é só tecnologia de ponta, mas também a capacidade de remover barreiras, ampliar acessos e garantir que ninguém fique para trás”, concluiu.
Mayra Gomes
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