Teste do pezinho ajuda a prevenir doenças e sequelas em bebês
Foto: Divulgação/Secom-PMAR
Angra dos Reis – Com a proximidade do Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado neste sábado (06), a Secretaria Municipal de Saúde de Angra dos Reis reforça a importância da realização do exame em recém-nascidos entre o terceiro e o quinto dia de vida. Simples, rápido e gratuito, o procedimento é fundamental para a identificação precoce de doenças que podem comprometer o desenvolvimento infantil caso não sejam diagnosticadas e tratadas a tempo.
Realizado por meio da coleta de algumas gotas de sangue do calcanhar do bebê, o teste integra o programa de triagem neonatal do Sistema Único de Saúde (SUS) e permite detectar diversas condições genéticas, metabólicas, hormonais e infecciosas ainda nos primeiros dias de vida, muitas vezes antes do aparecimento de qualquer sintoma.
Entre as doenças que podem ser identificadas estão o hipotireoidismo congênito, a doença falciforme, a fibrose cística e a hiperplasia adrenal congênita. O diagnóstico precoce possibilita o início imediato do acompanhamento médico e do tratamento adequado, reduzindo significativamente os riscos de sequelas e melhorando a qualidade de vida da criança.
Em Angra dos Reis, a coleta pode ser realizada ainda na maternidade, antes da alta hospitalar, desde que o recém-nascido já tenha recebido alimentação por pelo menos dois dias. Quando isso não ocorre, os pais ou responsáveis devem procurar uma das unidades de referência do município para realizar o exame dentro do período recomendado.
O serviço está disponível no Hospital Municipal da Japuíba (HMAR) e nos Centros de Especialidades Médicas (CEMs) do Centro, da Jacuecanga e do Parque Mambucaba. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
A Secretaria de Saúde destaca que o exame deve ser feito após 72 horas do nascimento e, preferencialmente, até o quinto dia de vida, período considerado ideal para garantir maior precisão nos resultados. Além disso, alerta que a coleta pelo método do teste do pezinho só pode ser realizada até o 28º dia de vida da criança. Após esse prazo, a investigação laboratorial passa a exigir coleta de sangue venoso em unidade especializada.
Caso seja identificada alguma alteração, a família é imediatamente comunicada para a realização de exames complementares e encaminhamento para acompanhamento especializado. Dependendo da necessidade, o bebê poderá realizar novas coletas no município ou ser encaminhado para atendimento especializado junto à APAE do Rio de Janeiro.
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que os pais não deixem o exame para depois. Considerado um dos procedimentos mais importantes da primeira infância, o teste do pezinho representa uma ferramenta essencial para garantir um início de vida mais saudável e seguro para os recém-nascidos.
Osmar Neves
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