Taxa de desemprego fica em 6,1% no 1º trimestre, a menor da série histórica
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Início do ano apresentou aumento no número de pessoas em busca de emprego, totalizando 6,6 milhões, crescimento de 19,6% em relação ao trimestre anterior
País – A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de representar alta em relação ao último trimestre de 2025 (5,1%), o índice é o menor já registrado para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
No mesmo trimestre de 2025, a taxa de desocupação era de 7%, indicando melhora no cenário em comparação anual. Ainda assim, o início do ano apresentou aumento no número de pessoas em busca de emprego, totalizando 6,6 milhões — crescimento de 19,6% em relação ao trimestre anterior.
O número de pessoas ocupadas chegou a 102 milhões, com queda de 1 milhão na comparação com o fim de 2025, mas avanço de 1,5 milhão em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
De acordo com o IBGE, o comportamento do mercado de trabalho no período reflete fatores sazonais, como a redução das atividades no comércio e o encerramento de contratos temporários, especialmente nos setores de educação e administração pública.
Entre os segmentos que registraram queda no número de trabalhadores estão o comércio, a administração pública e os serviços domésticos.
Outro destaque foi a redução da informalidade. A taxa ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores sem vínculo formal — número inferior ao registrado tanto no fim de 2025 quanto no mesmo período do ano passado.
Já o número de empregados com carteira assinada no setor privado alcançou 39,2 milhões, com leve alta em relação a 2025. Por outro lado, o contingente de trabalhadores sem carteira teve retração no trimestre.
A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação, como emprego formal, informal e trabalho por conta própria. A pesquisa é realizada em cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
Ana Carolina Garcia Berg de Marco
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