Segurança máxima: 138 presídios terão drones e bloqueio de celular

presidios scaners

Foto: Governo de Goiás
Instalação de equipamentos de revista corporal (scanners corporais) será em 138 unidades

Estado do Rio – Drones sobrevoando pátios, scanners corporais na entrada, detectores de metal nos corredores e sinal de celular completamente bloqueado. Essa será a nova realidade de 138 presídios estaduais brasileiros. A lista de presídios ainda não foi divulgada, no entanto, a região Sul Fluminense possui duas unidades – a Casa de Custódia de Volta Redonda e o Presídio Laércio da Costa Pellegrino, o Bulhões, localizado entre Porto Real e Resende, que dependem de um cadastro do Governo do Estado para entrarem na lista. Na semana passada, o governo federal lançou o programa Brasil Contra o Crime Organizado com investimento total de R$ 771,5 milhões, e o eixo mais imediato é justamente o de segurança nos presídios — com R$ 324,1 milhões destinados a cortar o cordão umbilical entre líderes de facções encarcerados e suas operações nas ruas.

A medida responde a um problema crônico do sistema prisional brasileiro: o comando remoto de crimes, tráfico e execuções feito por líderes de facções que, mesmo atrás das grades, continuam dirigindo suas organizações por meio de celulares contrabandeados. Além do aparato tecnológico, o programa prevê a criação do CNIP (Centro Nacional de Inteligência Penal), reforço da inteligência penitenciária e capacitação de servidores.

Os outros três eixos completam a estratégia. O de asfixia financeira, com R$ 302,2 milhões, cria as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado em nível nacional, reunindo PF (Polícia Federal), Receita Federal, Banco Central, Coaf e PRF (Polícia Rodoviária Federal) para cortar o financiamento das facções e combater a lavagem de dinheiro. O eixo de combate ao tráfico de armas recebe R$ 145,2 milhões e inclui operações nas fronteiras, rastreio de armamentos e uso de drones, helicópteros e viaturas blindadas. O quarto eixo foca no fortalecimento das investigações de homicídios, ampliando a capacidade de resposta do Estado diante da violência letal.

O objetivo central do programa é atingir não apenas a ponta armada das facções, mas também quem as financia e comanda.

Ana Carolina Garcia Berg de Marco

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