Relatório aponta que morte de JK em Resende pode ter sido atentado político
Investigação levanta suspeitas sobre morte de JK em Resende
Um novo relatório elaborado pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) sugere que a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, ocorrida em 22 de agosto de 1976, na Via Dutra, em Resende, pode ter sido resultado de um atentado político. A conclusão, que contesta a versão oficial de acidente, foi baseada em uma análise aprofundada de mais de cinco mil páginas de documentos.
Indícios apontam para ação externa na colisão
O documento, redigido pela historiadora Maria Cecília Adão, questiona a narrativa de que o Chevrolet Opala em que JK viajava teria perdido o controle após uma colisão leve com um ônibus. Segundo o parecer, não há provas materiais que confirmem esse choque inicial, indicando a possibilidade de uma ação externa intencional que provocou o acidente. Na mesma ocasião, o motorista Geraldo Ribeiro também faleceu, enquanto o caminhoneiro Ademar Jahn sobreviveu.
Revisão de fatos e investigações anteriores
A análise mais recente incorpora conclusões de investigações passadas, incluindo um inquérito civil do Ministério Público Federal (2013-2019) e pareceres de comissões estaduais da Verdade em São Paulo e Minas Gerais. Essas instâncias já haviam levantado a hipótese de assassinato político, contrastando com a posição da Comissão Nacional da Verdade em 2014, que manteve a tese de acidente.
Contexto e desdobramentos da nova conclusão
A reavaliação da morte de Juscelino Kubitschek ganha relevância ao reabrir discussões sobre a repressão durante a ditadura militar. A possibilidade de um atentado político, agora apontada por uma comissão especializada, pode influenciar futuras investigações e a memória histórica do período. A análise detalhada busca oferecer respostas para um evento que marcou profundamente a história política do Brasil.
Redação
https://www.resende.com.br/2026/05/08/morte-jk-resende-atentado-politico/
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