PM Ambiental do Rio resgata macaco-prego acorrentado; Assista o vídeo
Foto: Divulgação
Resgate aconteceu em Santa Teresa, numa ação conjunta com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
Estado do Rio – Um macaco-prego encontrado amarrado e mantido ilegalmente em cativeiro foi um dos casos mais graves atendidos pelo Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro durante a Semana do Meio Ambiente. O resgate aconteceu em Santa Teresa, numa ação conjunta com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O animal foi retirado da situação de maus-tratos e encaminhado para os cuidados adequados.
O caso do macaco-prego chama atenção porque a manutenção de animais silvestres em cativeiro sem autorização é crime ambiental previsto na Lei de Crimes Ambientais — e quando acompanhada de maus-tratos, as penas são agravadas. Macaco-prego é uma espécie nativa da Mata Atlântica, protegida pela legislação brasileira.
Mas as ações do Comando de Policiamento Ambiental não pararam por aí. O resumo operacional dos dias três e quatro de junho mostra uma sequência de ocorrências espalhadas pelo estado.
Em Angra dos Reis, um homem foi preso por caça irregular e posse ilegal de armas de fogo. Com ele, foram apreendidas duas espingardas, munições, uma armadilha e um gambá abatido — animal também protegido pela legislação ambiental.
Em Japeri, outra apreensão de armas usadas para caça ilegal: duas espingardas, um trabuco, munições e materiais utilizados para caçar em área de mata.
Em Itaperuna, fiscais identificaram um aterro irregular em área de aproximadamente dois mil metros quadrados dentro de uma Área de Preservação Permanente. Em Varre-Sai, o problema foi ainda maior: desmatamento de cerca de 15 mil metros quadrados de Área de Preservação Permanente, com supressão de vegetação nativa no topo de um morro.
Em Nova Friburgo, a fiscalização identificou corte irregular de árvores e indícios de captação ilegal de recursos hídricos numa Área de Preservação Permanente. Em Santa Maria Madalena, dejetos de pocilga foram lançados irregularmente próximo a um curso d’água. Em Tanguá, um estabelecimento industrial foi autuado por operar sem licenciamento ambiental, usando material lenhoso e queimando resíduos.
Todas as ocorrências foram encaminhadas às delegacias competentes para adoção das medidas legais cabíveis.
O Comando de Policiamento Ambiental aproveitou a Semana do Meio Ambiente para reforçar também o alerta sobre a soltura de balões — prática que coloca em risco a fauna, a flora e áreas de preservação, além de poder provocar incêndios. “Balão não é diversão. É risco”, destacou o comando em publicação nas redes sociais.
Assista o vídeo:
Ana Carolina Garcia Berg de Marco
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