Operação Illicitus apreende mais de mil celulares em presídios do RJ
Foto: Divulgação
Operação Illicitus intensificou as fiscalizações contra a entrada de celulares e drogas no sistema prisional fluminense
Rio de Janeiro – A Operação Illicitus, da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), já resultou na apreensão de mais de 1.000 celulares e 20 quilos de drogas em unidades prisionais do Rio de Janeiro. As ações foram intensificadas em agosto e, segundo a secretaria, seguem sendo realizadas de forma sistemática para combater a entrada de materiais proibidos e dificultar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas.
As operações são planejadas e realizadas sem aviso prévio, com participação das subsecretarias Operacional e de Inteligência e da Corregedoria-Geral da Polícia Penal.

Celulares e drogas apreendidos
Além dos telefones, as equipes localizaram carregadores, modems e roteadores utilizados dentro das unidades. Na última semana, uma antena Starlink também foi apreendida durante uma das ações.
De acordo com a Seppen, 12 visitantes foram presos ao tentar entrar em presídios transportando materiais proibidos. Dois policiais penais também foram flagrados no contexto das fiscalizações realizadas pela operação.
A secretaria afirma que o uso de aparelhos celulares dentro das unidades prisionais é considerado uma irregularidade e que o combate à circulação desses equipamentos é uma das frentes de atuação contra as organizações criminosas.
Fiscalização com apoio tecnológico
As operações contam com equipamentos tecnológicos para auxiliar as equipes nas inspeções realizadas nos estabelecimentos penais. A atuação conjunta dos setores operacional, de inteligência e de corregedoria busca identificar tanto materiais ilícitos quanto possíveis facilidades para a entrada desses produtos no sistema.
Segundo a Polícia Penal, a retirada de celulares, drogas e equipamentos de comunicação faz parte das medidas adotadas para reduzir a capacidade de comunicação de presos com pessoas que estão fora das unidades.
A Seppen afirma ainda que manter as fiscalizações é necessário para preservar a ordem nos presídios e reforça que as ações são realizadas dentro dos procedimentos legais e com acompanhamento dos órgãos responsáveis pelo controle da instituição.
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Carol Berg
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