ONU aponta saneamento precário no Brasil como ameaça aos oceanos
Foto: Arquivo
Brasília – Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (8) aponta que as deficiências no saneamento básico no Brasil contribuem para o agravamento da poluição dos oceanos e afetam milhares de espécies marinhas em todo o planeta.
O documento destaca que a falta de tratamento adequado de esgoto, aliada à poluição de rios e áreas costeiras, tem impacto direto na saúde dos ecossistemas marinhos e na qualidade das águas que chegam ao oceano.
Segundo o estudo, mais de 4 mil espécies sofrem os efeitos da poluição marinha em diferentes regiões do mundo.
Um dos autores do relatório, o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ronaldo Christofoletti, alertou para a importância dos oceanos no equilíbrio climático global.
“O oceano é o principal amortecedor da crise climática, mas os sinais de estresse estão se tornando cada vez mais evidentes, prejudicando sua atuação na regulação climática”, afirmou.
O relatório ressalta que os oceanos desempenham papel fundamental na absorção de calor e de parte das emissões de carbono geradas pelas atividades humanas. No entanto, o aumento da poluição e de outros impactos ambientais vem comprometendo essa capacidade.
A ONU também chama atenção para a relevância do tema no Brasil, país que possui mais de 8 mil quilômetros de litoral e uma das maiores áreas marítimas do mundo.
Além da importância ambiental, o oceano é essencial para atividades econômicas como pesca, transporte marítimo, geração de energia, turismo e regulação climática.
Diante do cenário, especialistas defendem a ampliação dos investimentos em saneamento básico, preservação ambiental e recuperação de áreas costeiras como medidas fundamentais para reduzir a poluição e proteger os ecossistemas marinhos.
O relatório destaca que ações preventivas e políticas públicas voltadas à conservação dos recursos hídricos e costeiros serão decisivas para a manutenção da biodiversidade e para o enfrentamento dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
luciano junior
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