O guardião silencioso da memória: Museu em Resende celebra 38 anos de acervo raro
Museu de Resende completa 38 anos como guardião da memória sul-fluminense
O Museu da Imagem e do Som (MIS) de Resende comemora nesta quinta-feira, dia 3, 38 anos de dedicação à preservação da memória, história e cultura popular. Fundado em 1988 pelo historiador Claudionor Rosa, o espaço nasceu de sua paixão e acervo pessoal, transformando-se em um polo de referência para a região Sul Fluminense.
O legado de Claudionor Rosa e a inspiração pioneira
Inspirado pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, pioneiro na salvaguarda da memória audiovisual brasileira desde 1965, o projeto em Resende foi impulsionado pela atuação incansável de Claudionor Rosa. O historiador, que se estabeleceu na cidade aos 23 anos, dedicou sua vida à pesquisa e à conservação do patrimônio local.
A iniciativa para a criação do museu partiu da necessidade de organizar e dar acesso público à documentação reunida por Rosa ao longo de décadas. O que começou como uma coleção particular em sua residência, gradualmente se expandiu, ganhando reconhecimento e importância institucional.
A Rádio Agulhas Negras e a doação que enriqueceu o acervo
Uma parcela significativa do acervo, especialmente a vasta coleção de discos, foi fundamentalmente ampliada com a doação da Rádio Agulhas Negras. Durante o processo de transição da emissora para o formato digital, seus antigos discos de vinil foram cedidos a Claudionor Rosa. Este gesto garantiu a preservação de um patrimônio musical que agora está disponível para consulta e estudo no MIS de Resende.
Um tesouro de 20 mil discos e relíquias audiovisuais
Atualmente, o acervo do museu é impressionante, contando com aproximadamente 20 mil discos de vinil, que incluem LPs nacionais e internacionais, compactos e raros exemplares de 78 rotações. Além do acervo musical, o espaço abriga 772 fotografias, que registram tanto o passado quanto o presente de Resende e arredores, e cerca de 70 equipamentos audiovisuais históricos, testemunhas de épocas passadas na produção de imagem e som.
Contexto e perspectivas para a preservação cultural
A longevidade e a expansão do Museu da Imagem e do Som de Resende demonstram a importância da iniciativa privada e da dedicação individual na preservação da memória coletiva. O acervo representa um valioso recurso para pesquisadores, estudantes e para a comunidade em geral, conectando gerações através da história e da cultura registradas em diferentes formatos. A continuidade e o fortalecimento de instituições como esta são cruciais para garantir que o patrimônio cultural brasileiro seja mantido vivo e acessível.
Redação
https://resende.com.br/museu-resende-38-anos-memoria/
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