Nova tecnologia reduz tempo de reparos em adutoras de VR
Volta Redonda — O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Volta Redonda (Saae-VR) incorporou um novo equipamento às equipes responsáveis pela manutenção das redes de grande porte do município. Trata-se de uma motosserra hidráulica acompanhada de uma unidade de força, adquirida por aproximadamente R$ 138 mil com recursos próprios da autarquia. A tecnologia será utilizada principalmente em intervenções em adutoras e tubulações de grandes diâmetros.
A aquisição tem impacto direto em uma das etapas críticas de reparos desse tipo: o corte da tubulação. Em ocorrências envolvendo redes de grande porte, o tempo necessário para acessar, cortar e substituir um trecho danificado interfere diretamente na duração do serviço e, consequentemente, no período necessário para normalizar o sistema.
Segundo o Saae, a motosserra hidráulica permite realizar cortes com maior rapidez e precisão, além de proporcionar melhores condições de segurança ao operador.
Uma característica importante do equipamento é o sistema de acionamento hidráulico. A motosserra trabalha conectada à unidade de força adquirida pela autarquia, o que permite sua utilização inclusive em locais onde há presença de água — situação comum durante reparos de rompimentos e vazamentos em redes de abastecimento.
Na prática, a tecnologia amplia a capacidade das equipes para atuar em tubulações mais robustas, especialmente nas adutoras responsáveis pelo transporte de grandes volumes de água dentro do sistema de abastecimento.
Redução do tempo de intervenção
A expectativa do Saae é que a utilização do equipamento reduza significativamente o tempo empregado em determinados reparos. A diminuição do período de intervenção é relevante porque serviços em adutoras podem exigir manobras operacionais e provocar reflexos no fornecimento de água para diferentes regiões da cidade.
“É um investimento que facilita o dia a dia do nosso pessoal de campo e reflete diretamente na qualidade do serviço prestado à população. Um reparo que antes levava horas, agora pode ser feito em minutos”, afirmou o diretor-executivo do Saae-VR, Paulo Cezar de Souza.
A maior velocidade no corte não significa que todo o reparo de uma adutora será concluído em minutos. A manutenção de uma rede envolve outras etapas, como identificação do ponto danificado, escavação e acesso à tubulação, interrupção e controle do fluxo, retirada da parte comprometida, instalação do novo trecho e posterior recomposição da área.
O ganho operacional do novo equipamento está especificamente na etapa de corte e preparação das tubulações, reduzindo o tempo necessário para uma das fases mais complexas da intervenção.
Equipes passam por treinamento
Antes da utilização regular do equipamento, profissionais das equipes operacionais participaram de uma capacitação técnica nesta semana.
O treinamento foi ministrado por um técnico da empresa fornecedora e coordenado pelo supervisor de Ferramentaria do Saae-VR, Erik Martins Barbosa.
Os funcionários receberam orientações sobre operação, procedimentos de segurança e manutenção preventiva. Também foi realizada uma demonstração prática para que as equipes conhecessem o funcionamento do conjunto formado pela motosserra hidráulica e pela unidade de força.
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Vinicius



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