Música e meio ambiente transformam a rotina de estudantes no Rio

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Foto: Andrea Nestrea/ Divulgação

Rio de Janeiro – Um projeto desenvolvido na Zona Oeste do Rio de Janeiro está unindo música e educação ambiental para conscientizar crianças e adolescentes sobre a importância da preservação dos manguezais. O Projeto Flautistas da Marambaia atende estudantes da região de Barra de Guaratiba e, desde fevereiro, passou a realizar suas atividades no Sítio Roberto Burle Marx, Patrimônio Mundial reconhecido pela Unesco.

Além das aulas de música, os participantes terão, nesta segunda-feira (13), uma programação especial com visitas guiadas aos manguezais da região. A atividade é realizada em parceria com o Laboratório de Geografia Marinha e Gestão Costeira Integrada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e busca aproximar os alunos da biodiversidade e dos ecossistemas marinhos e costeiros.

Criado em 2002 pela professora Claudia Ernest Dias, o projeto oferece aulas de canto, flauta doce, flauta transversa, expressão corporal e vivência cênica. A proposta também incentiva a valorização da cultura local por meio de músicas inspiradas no mar, na natureza e na música popular brasileira.

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Foto: Andrea Nestrea/ Divulgação

Além da formação artística, a iniciativa busca combater a visão negativa que ainda existe sobre os manguezais. Especialistas destacam que esse ecossistema é fundamental para a preservação da biodiversidade, funcionando como berçário para diversas espécies marinhas, protegendo o litoral contra a erosão e contribuindo para a captura de carbono.

De acordo com a professora e geógrafa Flavia Lins de Barros, da UFRJ, o projeto também fortalece o sentimento de pertencimento dos estudantes. Segundo ela, muitos passaram a sentir orgulho de viver próximos ao manguezal, reconhecendo sua importância ambiental e cultural.

Com a ampliação das atividades, o Flautistas da Marambaia também passou a atender alunos de outras escolas da região. Desde sua criação, mais de 1.200 crianças e jovens participaram da iniciativa, que atualmente conta com cerca de 50 estudantes em atividades de música, expressão corporal e vivência cênica.

Ao longo dos anos, o projeto recebeu reconhecimentos como o Prêmio Light nas Escolas e foi selecionado pela Unesco como Projeto da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável. Atualmente, a iniciativa é gerida pelo Instituto Timbre e conta com patrocínio por meio das leis municipal e federal de incentivo à cultura.

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Foto: Andrea Nestrea/ Divulgação

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