Mulheres de 70 a 79 anos são maioria em casos de violência contra idosos em VR

Foto: Divulgação Semop-VR

Volta Redonda – A rede de proteção ao idoso de Volta Redonda registrou, em julho, mais de 100 atendimentos. O levantamento reúne dados do Nuai (Núcleo de Atendimento ao Idoso), instalado na 93ª Delegacia de Polícia Civil, e da Patrulha de Proteção ao Idoso, serviço da Secretaria Municipal de Ordem Pública.

No Nuai, foram 45 casos, sendo 42 novos e três em acompanhamento. Do total, 25 vítimas eram mulheres e 20 homens. A faixa etária mais atendida entre elas foi de 70 a 79 anos, que concentrou 35,5% dos registros; entre os homens, o mesmo recorte representou 24,4%.

Dos atendimentos, 25 foram encaminhados à rede de apoio, que inclui serviços de assistência social, polícia, Defensoria Pública e Procon. Outros 20 casos foram acolhidos sem necessidade de encaminhamento.

A Patrulha de Proteção ao Idoso, que atua em visitas domiciliares e institucionais, realizou 29 atendimentos em residências e 32 em instituições.

Origem das denúncias e tipos de violência

Mais da metade das demandas (55,56%) chegou de forma espontânea, seguida de registros na 93ª DP (26,67%) e encaminhamentos do Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública)/Semop (11,11%).

Entre os casos com identificação do autor, 26,67% envolviam filhos, 8,89% vizinhos e 33,33% desconhecidos. As ocorrências mais registradas foram: injúria, furto, dano ao patrimônio, golpes e sobrecarga familiar (36,51%); seguido por violência psicológica (19,05%); abuso financeiro (15,87%); abandono (9,52%); negligência (6,35%) e violência física (3,17%).

Informação e proteção

Idealizada pelo secretário municipal de Ordem Pública, Coronel Henrique, a Patrulha de Proteção ao Idoso foi criada em julho de 2022 e é composta por dois guardas municipais e um psicólogo. Segundo o secretário, muitos crimes contra idosos em Volta Redonda têm origem no desconhecimento da lei, em dificuldades socioeconômicas ou na falta de preparo para lidar com pessoas em situação de fragilidade.

Ele destacou que, desde a criação da patrulha, foi iniciado um movimento para levar informação e conscientização aos idosos e à população em geral. Essas ações ocorrem onde o público-alvo está: nos grupos de convivência, de atividades físicas e de associações de moradores, por exemplo.

“Mudamos o cenário da violência contra os idosos na cidade. Antes, percebemos que muitos sofriam abusos sem saber que tinham direitos – e, muitas vezes, os próprios agressores desconheciam a legislação. Com a criação da Patrulha e toda a rede de apoio, como a estruturação do Nuai, vimos que era fundamental qualificar nosso público-alvo. Já capacitamos mais de 10 mil pessoas sobre o Estatuto da Pessoa Idosa, inclusive de outros municípios, e seguimos avançando”, afirmou.

Coronel Henrique lembrou que os idosos vítimas de violência contam com um botão de pedido de ajuda com GPS, que, ao ser acionado, envia a localização exata do idoso à Polícia Militar e à Guarda Municipal, agilizando o atendimento.

“Na prática, as vítimas de violência e já atendidas pela Patrulha de Proteção ao Idoso podem acionar as forças de segurança com um simples apertar de botão em situações de perigo iminente. Em cinco segundos o pedido de ajuda chega ao Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública), que presta o apoio necessário, enviando uma viatura da Polícia Militar ou Guarda Municipal mais próxima. Por possuir um sistema de georreferenciamento (GPS), as forças de segurança saberão a localização exata onde a vítima está”, disse Coronel Henrique, lembrando que a ferramenta funciona por meio de um aplicativo instalado no celular e é totalmente silencioso.

Como denunciar violação de direitos dos idosos

Para denunciar casos de violação de direitos ou violência contra idosos, as pessoas podem ligar para o 197 (Nuai, na Polícia Civil – 93ª DP); 153 (Guarda Municipal) ou o Disque 100 (serviço nacional e ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania). Também é possível buscar ajuda diretamente no 190 (Polícia Militar) ou na 93ª DP, com a Patrulha do Idoso ou na Assistência Social Jurídica da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas).

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Lívia Nascimento

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