Mudança no esquema vacinal reforça proteção infantil contra meningite

Foto: Mauricio Bazilio

País – A mudança no esquema vacinal contra a meningite vai garantir maior proteção às crianças no país. Desde a última terça-feira (1º), o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou a aplicação da vacina meningocócica ACWY para crianças com 12 meses de idade. A alteração, anunciada pelo Ministério da Saúde, aumenta a defesa contra os principais sorogrupos da bactéria causadora da meningite nessa faixa etária. A vacina protege contra quatro tipos da doença: A, C, W e Y.

Até antes da modificação, o esquema vacinal incluía duas doses da vacina meningocócica C, aplicadas aos três e aos cinco meses de vida dos bebês. Em seguida, os pais ou responsáveis precisavam levar as crianças para receber uma dose de reforço da mesma vacina (meningocócica C) aos 12 meses de idade.

Com a alteração, aos 12 meses, a vacina ACWY passa a ser aplicada como dose de reforço. Anteriormente, a rede pública ofertava a ACWY para adolescentes de 11 a 14 anos, em dose única ou reforço, conforme o histórico vacinal.

De acordo com o Ministério da Saúde, as crianças que já tomaram as duas doses da vacina meningocócica C e também a dose de reforço do mesmo imunizante não precisam receber a vacina ACWY neste momento. Já os bebês com 1 ano de idade que ainda não foram vacinados podem receber a dose de reforço com a ACWY.

“É uma vacina (a ACWY) que já está na rotina, e todos os municípios fluminenses possuem doses em estoque. A distribuição é feita conforme o calendário ao longo do mês. Apesar da ampliação do público, o Ministério não anunciou aumento de cota, mas vamos solicitar um reforço para o estado”, afirmou o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), Mário Sérgio Ribeiro.

A ampliação da vacina ACWY para crianças de 12 meses, substituindo a dose de reforço, estava prevista em nota técnica do Ministério da Saúde. As diretrizes para o enfrentamento das meningites até 2030 foram elaboradas pela pasta em 2024, em parceria com a sociedade civil e organismos nacionais e internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O subsecretário Mário Sérgio Ribeiro ressaltou a importância da vacinação contra a meningite. Ele explicou que a doença é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Lembrou ainda que a meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas, mas também ter origem não infecciosa, como em casos de câncer com metástase nas meninges, lúpus, reações a medicamentos ou traumatismos cranianos.

Bebês, crianças pequenas e adolescentes são os grupos mais vulneráveis, pois seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais solicitados pela equipe médica responsável. A notificação dos casos é obrigatória para garantir o acompanhamento pela vigilância epidemiológica estadual.

Principais sintomas
Os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, enjoo, vômitos, dificuldade para movimentar a cabeça de cima para baixo (rigidez na nuca), febre, mal-estar geral, irritabilidade e convulsões. Em bebês, os sinais podem não ser evidentes ou difíceis de identificar. A criança pode ficar irritada, vomitar, alimentar-se mal e não responder a estímulos. Outros sinais incluem moleira protuberante e reflexos anormais.

A Secretaria de Estado de Saúde informa que, até 30 de junho deste ano, foram confirmados 444 casos de meningite em todo o estado do Rio, sendo 29 de meningite meningocócica, com 11 óbitos. A SES-RJ esclarece que o tipo de meningite transmissível é a meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis. Os dados estão disponíveis no painel Meningite, do Monitora RJ, e estão sujeitos a revisão.

 

 

 

 

 

O post Mudança no esquema vacinal reforça proteção infantil contra meningite apareceu primeiro em Diário do Vale.

Mayra Gomes

Mudança no esquema vacinal reforça proteção infantil contra meningite


Translate »