Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, aos 68 anos
São Paulo – O ex-jogador Oscar Schmidt, considerado um dos maiores nomes da história do basquete mundial, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. Conhecido como “Mão Santa”, ele construiu uma carreira marcada por recordes, longevidade e reconhecimento internacional.
Irmão do apresentador Tadeu Schmidt, Oscar deixa a esposa, Maria Cristina, e dois filhos, Filipe e Stephanie.
Oscar enfrentava problemas de saúde nos últimos anos, incluindo um câncer no cérebro diagnosticado em 2011, mas a causa da morte não foi divulgada oficialmente.
Dono de uma das trajetórias mais impressionantes do esporte, o ala-armador foi o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, e também da seleção brasileira, com 7.693 pontos. Ao longo da carreira, somou mais de 49 mil pontos, tornando-se o maior cestinha da história do basquete.
Oscar participou de cinco edições das Olimpíadas (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996) e é até hoje o único jogador a ultrapassar a marca de mil pontos na competição.
Carreira histórica
Nascido em Natal (RN), em 16 de fevereiro de 1958, Oscar iniciou sua trajetória ainda jovem. Após passagem por Brasília, onde começou a jogar basquete, ganhou destaque no Palmeiras e rapidamente chegou à seleção brasileira.
Em 1978, conquistou seus primeiros títulos com a equipe nacional, incluindo o Sul-Americano e o terceiro lugar no Mundial das Filipinas.
Um dos momentos mais emblemáticos da carreira veio em 1987, quando o Brasil conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, derrotando os Estados Unidos em pleno território norte-americano.
No basquete de clubes, teve passagens marcantes por equipes do Brasil e da Europa, especialmente na Itália, onde se tornou ídolo.
Reconhecimento mundial
Mesmo sem atuar na NBA, Oscar foi reverenciado internacionalmente. Ele chegou a ser escolhido no Draft da liga, mas abriu mão da oportunidade para seguir defendendo a seleção brasileira, já que, na época, jogadores da NBA não podiam disputar competições internacionais.
O reconhecimento veio de diversas formas. Oscar foi incluído no Hall da Fama do Basquete e também recebeu homenagens de entidades esportivas ao longo dos anos. Recentemente, foi incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil.
Legado
Conhecido pela precisão nos arremessos e pela personalidade competitiva, Oscar Schmidt se tornou um símbolo do basquete brasileiro e inspiração para gerações de atletas.
Seu legado vai além dos números. Ele ajudou a popularizar o basquete no país e elevou o nome do Brasil no cenário internacional da modalidade.
A morte do “Mão Santa” representa uma das maiores perdas da história do esporte brasileiro e mundial.
luciano junior
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