Mauro Campos critica retirada de candidatura ao Senado pelo Novo
Foto: Arquivo
Volta Redonda – O empresário da construção civil Mauro Campos falou com exclusividade ao Diário do Vale sobre a retirada de sua candidatura ao Senado pelo Novo e classificou a decisão da direção partidária como uma “falta de respeito”. Segundo Campos, ele foi aprovado em convenção estadual, mas acabou impedido de disputar a eleição após uma intervenção na direção estadual da legenda.
Campos afirma que não recebeu o que considera seu “amplo direito de defesa” e questiona os argumentos apresentados para o não registro de sua candidatura. Entre os motivos citados, segundo ele, estavam questões relacionadas à estratégia de campanha e à indicação do coordenador eleitoral.
“O NOVO do Estado do Rio não merece mais minha confiança. Me parece que não gostaram de ter alguém honesto, com as mãos limpas, sem rabo preso, e sim um boneco manipulável”, declarou.
O empresário também dirigiu críticas à direção nacional do partido e afirmou que não pretende permanecer na legenda enquanto a atual condução partidária estiver em vigor. Segundo Campos, houve uma intervenção em uma eleição que, na sua avaliação, havia sido vencida democraticamente.
“Fui aprovado na convenção estadual legitimamente. Não me deram o amplo direito de defesa, expresso direito estatutário. Ouviram somente a narrativa de um interventor contratado pelo partido”, afirmou.
Campos também criticou a aproximação política entre setores do Novo e o PL, que resultou na retirada de seu nome da disputa e no fortalecimento da candidatura do deputado federal Carlos Jordy (PL). Sem poupar críticas, classificou a movimentação como parte da “velha política” e afirmou que seus adversários teriam temido o crescimento de sua candidatura.
“O medo da força de um competidor e da derrota fazem políticos apequenados fazerem de tudo, inclusive teatro e chantagem para atingirem seus objetivos”, disse.
Investimento na pré-campanha
Antes da retirada de sua candidatura, Campos vinha realizando uma pré-campanha com recursos próprios e ampliando sua exposição junto ao eleitorado fluminense. O empresário também afirma ter investido na divulgação de candidaturas proporcionais, numa estratégia para fortalecer sua presença política no Estado.
Pesquisas eleitorais divulgadas durante a pré-campanha chegaram a registrar Campos com percentuais de dois dígitos em cenários para o Senado, indicando que o empresário havia conquistado espaço entre os nomes avaliados pelos eleitores.
A mudança de cenário ocorreu em meio à reorganização das alianças para a disputa das duas vagas ao Senado pelo Rio. Com a decisão do Novo, Campos deixou de integrar oficialmente a corrida eleitoral.
Apesar das críticas, o empresário reconheceu que mantém gratidão por integrantes do partido que o acolheram em momentos anteriores.
“Fui acolhido no partido quando precisei de forma muito nobre e sei que existem pessoas maravilhosas, às quais sou eternamente grato”, afirmou.
Ao comentar o futuro, Campos não antecipou seus próximos passos políticos, mas deixou claro que considera encerrado seu vínculo de confiança com a direção estadual do Novo.
“Enquanto a presidência nacional do partido estiver em mãos de caráter duvidoso, ao meu ver, não participo desse, hoje, Velho Novo”, concluiu.
Osmar Neves
Mauro Campos critica retirada de candidatura ao Senado pelo Novo




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