Lula pede avaliação de impactos de medidas dos EUA sobre empresas brasileiras

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Foto:  Lula Marques/ Agência Brasil
Lula e o ministro Dario Durigan discutiram os possíveis impactos econômicos da decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas

País – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, uma análise detalhada dos possíveis impactos para empresas e instituições financeiras brasileiras após a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

A solicitação foi discutida durante reunião realizada nesta segunda-feira (1º) no Palácio da Alvorada. Segundo Durigan, a principal preocupação do governo brasileiro é evitar que medidas adotadas pelas autoridades norte-americanas acabem gerando consequências para empresas, bancos e investidores que atuam legalmente no país.

De acordo com o ministro, o governo avalia que eventuais interpretações excessivamente amplas por parte das autoridades dos Estados Unidos poderiam resultar em prejuízos econômicos injustificados ao setor produtivo brasileiro.

Durigan afirmou que o Brasil continuará atuando no combate ao crime organizado, mas destacou a necessidade de preservar a soberania econômica nacional e evitar impactos negativos sobre empresas e instituições financeiras que não tenham qualquer ligação com atividades criminosas.

O ministro também informou que mantém diálogo com autoridades norte-americanas e não descartou uma futura conversa com Scott Bessent, embora ainda não haja reunião agendada. Segundo ele, o governo brasileiro está reunindo informações e elaborando um diagnóstico antes de definir os próximos passos diplomáticos.

Além do tema relacionado às facções criminosas, Durigan discutiu com Lula a agenda internacional do Ministério da Fazenda. No fim de junho, o ministro participará de compromissos no Japão e na China para apresentar o programa Eco Invest Brasil, iniciativa voltada à atração de investimentos sustentáveis para o país.

Durante o encontro, também foram analisados os números recentes da economia brasileira. O Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, enquanto a formação bruta de capital fixo, indicador que mede os investimentos na economia, avançou 3,5%. Com informações da Agência Brasil.

Ana Carolina Garcia Berg de Marco

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