Figurinhas da Copa unem gerações e mantêm tradição viva, diz empresário

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Foto – Reprodução
Mais do que uma simples brincadeira, o hábito de colecionar figurinhas se transformou em uma experiência de convivência, aprendizado e interação social

Estado do Rio – A febre dos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo segue atravessando gerações e mobilizando crianças, jovens e adultos em todo o país. Mais do que uma simples brincadeira, o hábito de colecionar figurinhas se transformou em uma experiência de convivência, aprendizado e interação social.

Representante da Panini, no segmento de distribuição e logística na região Sul Fluminense e Petrópolis, o empresário Ricardo Maciel Ramundo avalia que o sucesso dos álbuns está diretamente ligado ao sentimento de pertencimento criado em torno da coleção. O álbum se transforma em assunto nas escolas, incentiva encontros para trocas e aproxima pessoas por meio de uma identificação coletiva que atravessa diferentes idades.

Além do entretenimento, o colecionismo também contribui para o desenvolvimento de habilidades importantes entre crianças e adolescentes. Durante a busca pelas figurinhas que faltam, os jovens aprendem a negociar, exercitam a paciência, lidam com frustrações e desenvolvem persistência. A experiência ainda desperta senso de organização e a sensação de conquista ao completar páginas e avançar no álbum.

Mesmo em uma época marcada pelo excesso de telas e pelas relações virtuais, os álbuns continuam estimulando o contato presencial e fortalecendo vínculos sociais. As tradicionais trocas de figurinhas incentivam a convivência, promovem cooperação entre amigos e criam momentos especiais em família, funcionando também como uma oportunidade de desconexão do ambiente digital.

Outro aspecto que ajuda a explicar a força dos álbuns da Copa é o fator afetivo. A tradição permanece viva mesmo após décadas e desperta lembranças da infância em muitos adultos, que voltam a colecionar ao lado dos filhos e netos. O hábito acaba criando uma ponte entre gerações, unindo memórias antigas e novas experiências em torno do futebol.

Ricardo conversou com o DIÁRIO DO VALE sobre à próxima Copa e a missão de ajudar propagar o orgulho pelo esporte que é um símbolo de união e alegria para o povo brasileiro.

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Foto: Divulgação
Empreendedor, Ricardo Maciel Ramundo destaca que tradição das figurinhas da Copa fortalece vínculos, incentiva aprendizados e promove conexão entre gerações mesmo na era digital

Confira a entrevista:

DV – Como se explica o sucesso e a grande mobilização em torno das figurinhas da Copa do Mundo?

RM – São vários fatores, mas o principal é a paixão nacional pelo futebol.

DV – O que faz o álbum da Copa atravessar gerações e continuar despertando interesse mesmo após tantos anos?

RM – Sem dúvida a memória afetiva e a possibilidade de conexão real nesse mundo cada vez mais digital.

DV – Apesar do investimento necessário para completar o álbum, quais aprendizados essa experiência proporciona às crianças?

RM – As trocas promovem pertencimento, conexão, cooperação, convivência e criam memórias para as gerações agregando filhos pais e netos.

DV – Em tempos de redes sociais e tecnologia, qual a importância das trocas presenciais de figurinhas?

RM – As trocas promovem pertencimento, conexão, cooperação, convivência e criam memórias para as gerações agregando filhos pais e netos.

DV – O álbum da Copa ainda consegue unir famílias e fortalecer amizades? Como isso acontece na prática?

RM – Interessante essa pergunta. Em um mundo de tamanha desigualdade social, intelectual e extremamente competitivo e meritocrático, ao trocarmos as figurinhas, conseguimos desenvolver empatia, altruísmo porque a troca é um jogo de ganha-ganha! Curiosamente não temos perdedores. Apenas vencedores onde um fortalece o outro ao entregar na troca o que o outro precisa! Todos saem ganhando. Não é bacana isso?

DV – Apesar da revolução digital, o álbum de figurinhas mantém uma tradição forte e desperta lembranças da infância até nos adultos. Por que essa conexão afetiva permanece tão viva?

RM – O ser humano tem um instinto gregário com uma necessidade profunda de pertencimento.  Ele precisa do outro para que seja revelada a sua identidade a partir das interações em grupo.

DV – Qual o impacto econômico e comercial da febre dos álbuns para o setor de distribuição e logística?

RM – Aqui vou revelar um dado que poucos conhecem. O Brasil é o maior vendedor de figurinhas do mundo. Vende mais que o dobro do segundo colocado (Alemanha). Produzido pela Panini, em Módena, na Itália, sendo comercializado em mais de 90 países.  O Brasil é amparado por uma extensa e capilarizada malha logística. Hoje, além das bancas, os produtos da Copa podem ser encontrados em grandes lojas de varejo, lotérica, livrarias. E para quem pensa que a figurinha é cara, o pacotinho aqui no Brasil é um dos mais baratos do mundo! Por esse motivo o impacto econômico é muito grande e extremamente positivo.

DV – Qual é a sua expectativa para a Seleção Brasileira na próxima Copa do Mundo?

RM – Não entrar como favorito tem suas vantagens! Tenho uma visão positiva. Acredito que seremos hexacampeões.

 

Mayra Gomes

Figurinhas da Copa unem gerações e mantêm tradição viva, diz empresário


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