Estudantes do UniFOA debatem impactos da inteligência artificial na Comunicação
Volta Redonda – O avanço da inteligência artificial nas redações, agências de publicidade e no planejamento de conteúdo tem provocado questionamentos sobre o futuro das profissões da Comunicação. Esse foi o tema do simpósio “Entre Prompts e Pautas – I Simpósio de Jornalismo, Publicidade e Inteligência Artificial da Escola de Comunicação do UniFOA”, que reuniu mais de 160 estudantes e seis profissionais do mercado.
O encontro discutiu como ferramentas de inteligência artificial já são utilizadas em atividades como pesquisa, produção, edição, planejamento e análise de dados, além dos limites dessa tecnologia diante de questões como ética, autoria, criatividade e responsabilidade profissional.
Participaram do debate Diego Gavazzi, editor-chefe da TV Rio Sul; Jorge Pereira, coordenador do G1 e da TV Rio Sul; Vinicius Ramos Pereira, editor-chefe dos jornais Diário do Vale e Folha do Interior; Frank Borges, head de Marketing da FBA Consultoria e Negócios e da Eureka Comunicação, além de consultor de Marketing e Vendas do Sebrae-SP; Camile Teixeira, fundadora e diretora de Marketing e Estratégia da Una Marketing; e Renan Barbosa, fundador da Cut Creative.
Segundo o professor Edilberto Venturelli, a proposta do simpósio surgiu de dúvidas levantadas pelos próprios estudantes sobre as mudanças no mercado de trabalho e as habilidades exigidas de quem está começando a carreira.
A intenção, explicou, era ouvir profissionais que já utilizam a tecnologia no dia a dia e que também participam da contratação e orientação de estagiários e novos comunicadores.
“Academicamente, sabemos os cuidados que precisamos ter com a IA, mas queríamos entender também como ela está sendo percebida e utilizada no mercado”, afirmou.
Criatividade e senso crítico
Entre as preocupações discutidas está o espaço da criatividade humana em um cenário de crescente automação. Para Gabriela dos Santos Vidal, estudante do 5º período de Publicidade e Propaganda, a presença da inteligência artificial no mercado pode gerar insegurança em quem está se preparando para ingressar na profissão.
“Dá medo vivenciar o mundo da IA sendo comunicadora. Mas precisamos entender que nenhuma máquina ou IA poderá substituir nossa criatividade humana”, disse.
O professor Edilberto destacou que a tecnologia pode auxiliar em tarefas como organização de informações e estudos, mas não deve substituir o desenvolvimento intelectual dos estudantes.
“A IA não pode virar uma bengala e fazer com que o aluno deixe toda a parte criativa para ela. Pode ajudar a estudar, organizar informações e otimizar algumas situações, mas o estudante precisa continuar escrevendo, criando, discutindo e desenvolvendo análise crítica”, ressaltou.
Ele também apontou que o repertório cultural e a capacidade de formular perguntas influenciam a maneira como cada profissional utiliza essas ferramentas.
“Quem lê, é criativo, debate e conversa com pessoas terá condições de fazer perguntas melhores e utilizar a IA de outra maneira. Ela não é futuro, ela já é presente. Por isso precisamos aprender a usá-la de forma consciente, em determinados momentos, mas não em tudo e para tudo”, completou.
Estudantes participaram da mediação
O simpósio também teve a participação de estudantes na condução do debate. Gabriela e Natália Marques, aluna de Jornalismo, foram responsáveis pela mediação do encontro.
Para Gabriela, o envolvimento do público chamou a atenção, principalmente pela quantidade de perguntas e pela procura pelos convidados após o encerramento.
“Geralmente os alunos não tendem a querer falar ou participar muito em palestras. Ver tantas pessoas querendo falar e esclarecer suas dúvidas foi bem legal”, contou.
A estudante, que mediou um simpósio pela primeira vez, disse que a experiência também despertou o interesse em participar de outras atividades acadêmicas.
“Estava muito nervosa, mas acredito que não será o último. Amei fazer parte e isso me encorajou a querer estar cada vez mais presente nas atividades acadêmicas do curso”, afirmou.
De acordo com Edilberto, a participação dos alunos mostrou o interesse da turma pelo assunto. Durante o evento, estudantes fizeram perguntas, anotaram respostas e procuraram os convidados para continuar as conversas depois do debate.
Com a inteligência artificial já presente nas rotinas de trabalho, o desafio para quem está entrando no Jornalismo e na Publicidade é aprender a utilizar os recursos disponíveis sem abrir mão da apuração, da criatividade, do senso crítico e da responsabilidade sobre o conteúdo produzido.
O post Estudantes do UniFOA debatem impactos da inteligência artificial na Comunicação apareceu primeiro em Diário do Vale.
Mayra Gomes
Estudantes do UniFOA debatem impactos da inteligência artificial na Comunicação




Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.