Energia nuclear ganha destaque no Energy Summit 2026 realizado, no Rio

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Foto: Divulgação
Deputado Julio Lopes (PP), defendeu a conclusão das obras da usina Angra 3 como essencial para garantir a segurança energética do Brasil

Rio de Janeiro – O Energy Summit 2026 começou na terça-feira (23) e segue até esta quinta-feira (25), na AXIA Marina da Glória, no Rio de Janeiro. O evento reúne autoridades, especialistas e representantes do setor de energia para discutir inovação, tecnologia, descarbonização e os rumos da transição energética no Brasil e no mundo.

A programação está distribuída em três dias de atividades. Na abertura, realizada na terça-feira (23), os painéis abordaram matrizes energéticas globais, políticas públicas e estratégias de descarbonização. Na quarta-feira (24), os debates se concentram em inteligência artificial, conectividade e inclusão social na transição energética. Já o último dia, na quinta-feira (25), será dedicado a palestras, rodadas de negócios e ao encerramento oficial do evento.

Realizado em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), o Energy Summit é considerado um dos principais encontros globais do setor, conectando inovação, empreendedorismo e sustentabilidade energética.

Energia nuclear e Angra 3 ganham destaque no evento

Durante o encontro, o presidente da Frente Parlamentar de Tecnologia e Atividade Nuclear, deputado Julio Lopes (PP), defendeu a conclusão das obras da usina Angra 3 como essencial para garantir a segurança energética do Brasil.

Segundo ele, o país não pode ficar fora do movimento global de expansão da energia nuclear.

“Enquanto muitos ainda tratam o setor nuclear com grande preconceito e desinformação, sabemos que as grandes potências do mundo estão ampliando investimentos em energia nuclear, e o Brasil não pode ficar de fora desse movimento”, afirmou o parlamentar.

Julio Lopes destacou ainda a importância estratégica do empreendimento e citou o potencial do país no setor.

“É da máxima importância o término das obras de Angra 3, localizada no complexo de usinas nucleares em Angra dos Reis, que juntamente com a Indústria Nuclear Brasileira (INB) em Resende e a NUCLEP em Itaguaí, formam o complexo nuclear mais importante do Brasil. A obra já está 63% concluída e com quase todas as partes mecânicas e peças compradas, faltando apenas os sistemas digitais”, explicou.

O deputado também afirmou que a usina terá papel decisivo na matriz energética nacional.

“Ela terá capacidade de gerar 1,4 GW de energia para o país, com um custo de finalização de R$ 25 bilhões, com financiamento estruturado pelo BNDES, onde a energia futura pagaria a obra, da mesma forma como ocorreu em Itaipu”, completou.

Angra 3 segue como aposta para segurança energética

A conclusão da usina nuclear Angra 3 é considerada estratégica por parlamentares e especialistas do setor para garantir a segurança energética e ampliar a participação de fontes firmes na matriz elétrica brasileira.

Segundo os defensores do projeto, a paralisação da obra gera custos mensais elevados e representa perda de investimentos já realizados.

Além da importância energética, a retomada de Angra 3 também é associada ao fortalecimento da cadeia nuclear brasileira, que envolve unidades como a INB, em Resende, e a NUCLEP, em Itaguaí.

O tema segue em debate dentro do Energy Summit 2026, que reúne governo, setor produtivo e centros de pesquisa em busca de soluções para a transição energética e o futuro do setor no país.

Ana Carolina Garcia Berg de Marco

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