Em Angra, Rodrigo Furtado defende desenvolvimento aliado ao turismo sustentável
Angra dos Reis – O vereador de Volta Redonda e candidato a deputado federal Rodrigo Furtado (PL) defendeu, durante agenda nesta quinta-feira (3), em Angra dos Reis, uma política de desenvolvimento econômico para a Costa Verde que concilie turismo, preservação ambiental, geração de empregos e fortalecimento das atividades produtivas da região.
A passagem pelo município também teve um significado pessoal para Furtado. O candidato contou que passou parte da adolescência e outros períodos da vida no Frade, onde trabalhou na borracharia do tio, conhecido como Paulinho Borracha, que viveu por mais de três décadas em Angra.
“Angra faz parte da minha história. Conheço a cidade, conheço a Costa Verde, tenho amigos aqui e convivi com trabalhadores e comerciantes da região. Por isso, quando falo sobre seus problemas e suas oportunidades, estou falando de um lugar com o qual mantenho uma relação de muitos anos”, afirmou.
Para Furtado, Angra reúne condições para ampliar sua participação na economia do Estado do Rio de Janeiro. Entre os setores apontados pelo candidato estão o turismo, a Ilha Grande, o setor náutico, a indústria naval e a produção de energia, além da localização estratégica do município.
Ele também citou a temporada de cruzeiros 2025/2026, que, segundo o candidato, levou mais de 175 mil passageiros a Angra, como exemplo da força do turismo local. Na avaliação de Furtado, é necessário ampliar o impacto desse movimento sobre hotéis, pousadas, restaurantes, comércio, prestadores de serviços e pequenos empreendedores.
“Precisamos nos perguntar quanto dessa riqueza permanece efetivamente na cidade e chega ao trabalhador. Angra tem um potencial gigantesco e precisamos transformá-lo em emprego, renda e oportunidades para quem vive aqui”, disse.
Turismo e cobrança de taxa
Furtado defendeu ainda uma política de turismo sustentável para a Costa Verde, com atenção especial à Ilha Grande. Para ele, a preservação ambiental deve ser prioridade, mas as medidas precisam considerar os impactos sobre moradores, trabalhadores, empreendedores e visitantes.
“Preservar a Ilha Grande é uma obrigação. Estamos falando de um patrimônio ambiental extraordinário. Mas precisamos construir soluções que garantam essa preservação sem criar barreiras desproporcionais para as famílias, os trabalhadores, os pequenos comerciantes e a própria atividade turística”, afirmou.
Nesse contexto, o candidato criticou os valores e as condições da Taxa de Turismo Sustentável (TTS), cobrada desde 1º de junho para o acesso de turistas às ilhas de Angra dos Reis.
Segundo as regras apresentadas, o voucher custa, em regra, R$ 50 por pessoa e tem validade de 30 dias. Visitantes que embarcam em outros municípios também pagam R$ 50 quando comprovam permanência mínima de dois dias em hospedagem legalizada em Angra. Sem essa comprovação, o valor pode chegar a R$ 100 por pessoa. Para determinados grupos de turismo na modalidade day use que embarcam pela Estação Santa Luzia, há uma tarifa promocional de R$ 28 durante o primeiro ano de implantação do sistema.
Embora reconheça a necessidade de investimentos em preservação ambiental e infraestrutura turística, Furtado defendeu que a cobrança seja revista e debatida com moradores, comerciantes e representantes do setor.
“Preservar Angra e a Ilha Grande é indispensável, mas não podemos transformar a preservação em uma barreira para quem deseja conhecer a região. Uma cobrança que pode chegar a R$ 100 por pessoa precisa ter justificativa técnica, diálogo com quem vive do turismo e transparência absoluta sobre a aplicação dos recursos”, declarou.
Angra 3
Outro tema abordado durante a agenda foi o futuro da usina nuclear Angra 3. Furtado defendeu transparência, planejamento e fiscalização em qualquer decisão relacionada ao empreendimento, especialmente diante do volume de recursos públicos envolvidos.
“Uma obra dessa dimensão não pode avançar sem planejamento, transparência e controle. Se a decisão do país for pela conclusão de Angra 3, precisamos saber o prazo, o custo e de onde sairão os recursos. Se a decisão for seguir outro caminho, a sociedade também precisa conhecer os custos e as consequências”, afirmou.
Saúde e atuação política
Na área da saúde, o candidato disse que pretende defender a destinação de recursos federais para melhorar o atendimento na região. Segundo ele, a ampliação dos investimentos deve ser acompanhada de fiscalização, planejamento e cobrança por resultados.
Advogado há 23 anos e atualmente em seu terceiro mandato como vereador, Rodrigo Furtado afirmou que pretende levar para a Câmara dos Deputados a experiência adquirida na fiscalização do poder público e na defesa dos direitos dos cidadãos.
Durante a passagem por Angra, ele também recordou sua atuação jurídica na defesa dos direitos políticos e do exercício do mandato do vereador Greguy Soares Duarte (PL). Segundo Furtado, sua equipe jurídica atuou no caso, que resultou em decisões favoráveis ao retorno do vereador às atividades na Câmara e à revogação da medida que determinava o uso de tornozeleira eletrônica.
“Entendemos que havia uma injustiça e atuamos firmemente para assegurar o respeito aos direitos do vereador e à vontade dos eleitores de Angra dos Reis. Com um trabalho jurídico sério e responsável, conseguimos garantir seu retorno ao mandato e a retirada da tornozeleira eletrônica. A Justiça foi restabelecida”, afirmou.
Para o candidato, a representação política do interior do estado deve considerar as características e necessidades de cada região.
“Quero representar Angra dos Reis, a Costa Verde, o Sul Fluminense e Volta Redonda. São regiões que produzem riqueza e têm enorme potencial, mas que precisam ter mais força nas discussões sobre os investimentos federais”, concluiu.
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luciano junior
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