Eletronuclear paga extra ao Feam para não paralisar serviço em Angra
Foto: Arquivo
Costa Verde – A Eletronuclear informou que realizará, em caráter excepcional, o pagamento da parcela mensal dos serviços do CMRI (Centro Médico de Radiação Ionizante), operado pela FEAM (Fundação Eletronuclear de Assistência Médica), em Angra dos Reis. O pagamento ocorre fora das condições contratuais regulares porque a FEAM não possui certidão negativa de débitos perante a Receita Federal — situação que, pela legislação aplicável a empresas públicas, impede a formalização de obrigações contratuais com a estatal.
O CMRI é um serviço considerado essencial tanto para os requisitos regulatórios de operação das usinas Angra 1 e Angra 2 quanto para o atendimento da população da Costa Verde. Segundo a Eletronuclear, o contrato anual desse serviço é de aproximadamente R$ 11,4 milhões. A estatal também realiza aportes voluntários de cerca de R$ 30 milhões por ano à FEAM — totalizando um investimento anual de R$ 41 milhões na fundação.
O cenário revela uma dependência financeira expressiva: embora o estatuto da FEAM estabeleça que a fundação deve buscar outras fontes de receita além dos aportes da Eletronuclear, a fundação tem contado quase exclusivamente com os recursos da estatal. A situação se agrava pelo próprio momento financeiro da Eletronuclear, que encerrou 2025 com prejuízo de R$ 142 milhões.
A empresa afirmou estar à disposição para dialogar sobre soluções que regularizem a situação da FEAM e garantam a continuidade dos serviços de saúde à comunidade.
Osmar Neves
Eletronuclear paga extra ao Feam para não paralisar serviço em Angra



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