Caminhada pelo Meio Ambiente reforça o urgente cuidado com o Rio Paraíba do Sul

caminhada religiosos voltaredonda

Foto: Divulgação

Volta Redonda – Em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a Paróquia Santo Antônio e São Sebastião, em Volta Redonda, promoveu a Caminhada em Favor do Meio Ambiente – Olhares para o Rio Paraíba do Sul, reunindo cerca de 50 participantes sob a coordenação do pároco, Padre Juarez Sampaio. O percurso, da Igreja Santo Antônio até a Igreja São João Batista, pela Beira Rio, foi marcado por momentos de oração, contemplação e coleta de resíduos recicláveis às margens do rio.

Pedido de perdão
Na parada junto à imagem de Nossa Senhora Aparecida, próxima ao Clube Aero, Padre Juarez destacou a necessidade de uma verdadeira conversão ecológica. “Precisamos pedir perdão pelos danos que causamos à criação e renovar nosso compromisso de entregar aos nossos filhos e netos um mundo mais limpo, justo e fraterno”, afirmou.
Durante a caminhada, os participantes encontraram uma trilha preservada às margens do rio, mas também se depararam com uma grande quantidade de lixo acumulado próximo à antiga empresa Almeida Filho. Uma árvore caída havia formado uma verdadeira “ilha de lixo”, composta por garrafas PET e outros resíduos sólidos.
Ponto de coleta de moveis inservíveis
Além desse material, o grupo retirou das margens do Rio Paraíba do Sul móveis velhos, sofás, armários e restos de madeira, evidenciando o descarte irregular de objetos de grande porte. Diante dessa realidade, um dos organizadores sugeriu que o poder público avalie a implantação periódica de um serviço específico de recolhimento de móveis inservíveis nos bairros, bem como a instalação de placas educativas nas margens do rio.
Diante da cena, Padre Juarez fez um alerta sobre a responsabilidade coletiva com a preservação das águas:”Esta árvore caída nos mostra como os resíduos que produzimos acabam chegando à nossa caixa d’água mãe. Precisamos ter muito cuidado com aquilo que descartamos em nossas casas.”
A atividade contou ainda com a participação de Matheus Mattos, representante da juventude do Movimento Ética na Política (MEP), que, ao lado da estudante Maria, colaborou na coleta dos resíduos ao longo do percurso.
Encerrada com uma oração na Igreja São João Batista, a caminhada teve ainda a leitura do poema “Do Chuvisco à Tempestade”, realizada pela professora Lorena, reforçando a mensagem de esperança e responsabilidade coletiva. Ao concluir a atividade, com oração, Padre Juarez sintetizou o sentido da mobilização: “Poluímos a água do rio para depois gastar recursos tentando despoluí-la e, no fim, beber essa mesma água. Isso exige de todos nós uma verdadeira consciência ecológica e um compromisso concreto com o cuidado da Casa Comum.”

Osmar Neves

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