Calor extremo já matou mais de 1.300 pessoas na Europa

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Foto: Reprodução DW

Europa – Uma onda de calor sem precedentes atinge a Europa e já deixou mais de 1.300 mortos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). As temperaturas acima dos 40°C registradas em diversos países provocam impactos na saúde pública, favorecem incêndios florestais, comprometem serviços de transporte e reforçam os alertas sobre os efeitos das mudanças climáticas no continente.

França, Alemanha, Espanha, Itália, Portugal, Reino Unido, Polônia e República Tcheca estão entre os países mais afetados. Em várias cidades, os termômetros registraram as maiores temperaturas já observadas para o mês de junho, enquanto autoridades ampliaram os alertas para a população diante do risco de novos episódios de calor extremo.

A França concentra o maior número de mortes relacionadas à onda de calor. A maioria das vítimas é formada por idosos e pessoas com doenças preexistentes. Hospitais reforçaram o atendimento e serviços de emergência seguem em estado de atenção para atender casos de desidratação, insolação e agravamento de problemas cardiovasculares e respiratórios.

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Em Paris, pessoas pularam de roupa nas fontes públicas – Foto: Reprodução DW

Além dos impactos na saúde, o calor extremo afeta a rotina em diversos países. Trilhos ferroviários sofreram deformações, estradas apresentaram danos causados pelas altas temperaturas e escolas precisaram reduzir horários de funcionamento ou suspender atividades. Monumentos turísticos também tiveram o atendimento alterado para proteger visitantes e funcionários.

Outro motivo de preocupação é o aumento do risco de incêndios florestais. A combinação de calor intenso, baixa umidade do ar e vegetação ressecada levou vários países a reforçar as equipes de combate ao fogo e ampliar o monitoramento de áreas de risco.

Especialistas explicam que o fenômeno é provocado por um bloqueio atmosférico conhecido como “domo de calor”. Esse sistema de alta pressão impede a formação de nuvens e mantém uma massa de ar extremamente quente sobre a Europa por vários dias consecutivos, favorecendo a entrada de ar quente vindo do Norte da África.

Cientistas afirmam que episódios como o atual estão se tornando mais frequentes e intensos devido às mudanças climáticas. Estudos recentes apontam que uma onda de calor dessa magnitude seria praticamente impossível sem o aumento da temperatura média do planeta provocado pelas emissões de gases de efeito estufa.

A previsão é de que o calor diminua gradualmente na Europa Ocidental ao longo dos próximos dias, mas avance para países do centro e do leste do continente, mantendo milhões de pessoas sob alertas meteorológicos e exigindo medidas de prevenção das autoridades.

luciano junior

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