Cães militares: quando o melhor amigo do homem vira parceiro nas missões
Foto: Divulgação
É preciso passar por seleção, treinamento e muita disciplina.
Quando pensamos em militares, normalmente imaginamos homens e mulheres uniformizados, treinados para enfrentar situações de risco.
Mas, em muitas operações, existe um integrante da equipe que não usa uniforme, não fala e não carrega armas.
Ele trabalha com o nariz.
Esses animais podem ser treinados para localizar pessoas, rastrear odores, encontrar drogas, identificar explosivos e auxiliar em operações de busca e salvamento.
E tudo começa muito antes de o cão chegar a uma missão.
Para ser selecionado, o animal precisa apresentar boa saúde, resistência física e, principalmente, um temperamento adequado.
Um bom cão de trabalho precisa ser equilibrado, atento, obediente e capaz de permanecer concentrado mesmo diante de barulho, movimentação e situações desconhecidas.
A capacidade de aprender também é fundamental.
Durante o treinamento, o animal aprende a associar determinados odores ou comportamentos a uma recompensa.
É assim que ele transforma uma de suas maiores habilidades naturais — o olfato — em uma ferramenta de trabalho.
E existe uma característica que faz toda a diferença:
A parceria entre o cão e o militar que trabalha com ele.
O condutor precisa conhecer profundamente o comportamento do animal.
Mudanças na postura, no olhar, na movimentação da cabeça ou até na maneira como o cão respira podem ajudar o profissional a interpretar aquilo que o animal está indicando.
Por isso, não é simplesmente mandar o cachorro procurar alguma coisa.
É uma verdadeira comunicação entre duas espécies.
CURIOSIDADES
1 – O olfato é uma das principais ferramentas
O sistema olfativo dos cães é extremamente desenvolvido. Por isso, eles conseguem perceber e diferenciar odores em concentrações muito menores do que nós.
É justamente essa capacidade que permite o treinamento para detecção de substâncias e localização de pessoas.
2 – Nem todo cão serve para qualquer missão
Um animal pode apresentar excelente desempenho em rastreamento, enquanto outro pode ter características mais adequadas para detecção de substâncias.
A seleção leva em conta a aptidão individual.
3 – Labrador também pode ser cão de trabalho
Quando se fala em cães militares, muita gente pensa imediatamente no Pastor Alemão ou no Pastor Belga Malinois.
Mas Labradores também podem ser empregados em atividades de detecção, graças ao olfato, à capacidade de aprendizado e ao interesse por brincadeiras e recompensas.
4 – O treinamento é baseado em associação e recompensa
Em muitas modalidades, o cão aprende que encontrar determinado odor ou executar corretamente uma tarefa resulta em uma recompensa.
Para o animal, aquilo pode parecer uma brincadeira.
Para a equipe, é treinamento profissional.
5 – O vínculo com o condutor é fundamental
Cão e condutor trabalham como uma equipe.
A confiança construída durante o treinamento pode ser decisiva quando os dois precisam atuar em ambientes desconhecidos ou situações de grande pressão.
6 – Existe aposentadoria
Assim como qualquer animal de trabalho, o cão pode chegar a uma idade em que já não apresenta condições para continuar desempenhando determinadas funções.
Nesse momento, ele pode ser retirado do serviço operacional e passar para uma rotina mais tranquila, conforme as regras da instituição responsável.
Nas Forças Armadas e nas forças de segurança brasileiras, os cães podem desempenhar funções que vão muito além da simples companhia.
Eles ajudam a encontrar pessoas, identificar odores e enfrentar situações nas quais os sentidos humanos não são suficientes.
E talvez a maior curiosidade seja justamente essa:
por trás de um cão militar eficiente existe muito mais do que treinamento. Existe confiança, disciplina, cuidado e uma parceria construída todos os dias.
No fim das contas, ele continua sendo aquilo que sempre foi o melhor amigo do homem.
Só que, no serviço militar, esse amigo também pode se transformar em um extraordinário parceiro de missão.
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Mayra Gomes
Cães militares: quando o melhor amigo do homem vira parceiro nas missões




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