Brasil pode criar seu próprio GPS

(Foto: Agência Brasil)
O governo federal criou um grupo técnico para estudar a viabilidade de o Brasil desenvolver seu próprio sistema de geolocalização por satélite. A iniciativa busca avaliar os riscos da dependência de sistemas estrangeiros, como o GPS, controlado pelos EUA, e identificar os investimentos necessários.
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O grupo reúne órgãos públicos, Força Aérea e setor aeroespacial, com prazo de 180 dias para apresentar um relatório. Especialistas afirmam que o projeto é tecnicamente viável, mas esbarra no alto custo e na necessidade de desenvolvimento tecnológico nacional.
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A medida não tem relação direta com recentes tensões comerciais com os EUA, embora rumores sobre possível corte do GPS tenham circulado nas redes. Atualmente, celulares e equipamentos modernos já operam com sinais de múltiplos sistemas globais (como Galileo, Glonass e BeiDou), o que minimiza impactos imediatos de uma restrição.
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No entanto, ter um sistema próprio garantiria maior independência estratégica e impulsionaria setores como defesa, agropecuária, indústria e ciência. Para isso, será necessário investir em microeletrônica, educação e transformar o projeto em política de Estado.
Horário de verão
A Comissão de Saúde da Câmara aprovou um projeto de lei que proíbe o horário de verão em todo o Brasil, alegando prejuízos à saúde da população. A proposta, relatada por Diego Garcia (Republicanos-PR), unifica outros nove projetos e altera decretos que regulam a hora legal no país. O relator argumenta que os benefícios energéticos da medida são hoje questionáveis. O deputado Jorge Solla (PT-BA) divergiu, defendendo que a decisão cabe ao Executivo. O projeto ainda será analisado por outras comissões antes de seguir para votação no Senado.
Aço
O estado do Rio de Janeiro produziu 750 mil toneladas de aço bruto em junho, respondendo por 26,5% da produção nacional. No primeiro semestre, foram 4,4 milhões de toneladas, alta de 4,6% em relação a 2024. O setor é considerado estratégico para a economia fluminense, impactando empregos e diversos segmentos produtivos. Em 2023, o estado produziu 8,8 milhões de toneladas e se manteve como o segundo maior produtor do país. Apesar das incertezas com as novas taxas dos EUA, as exportações ainda cresceram em junho.
Apex I
O ministro Wellington Dias, que comanda o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, alertou que o tarifaço de 50% anunciado pelos EUA sobre produtos brasileiros pode desorganizar o mercado interno, ao desestimular a produção agrícola, mesmo que reduza momentaneamente os preços para o consumidor. O governo busca equilibrar os preços para produtores e consumidores e ampliar a competitividade.
Apex II
A medida, segundo Dias, tem motivação política, não comercial, e prejudica a relação bilateral. O ministro defende investigação internacional sobre especulações financeiras ligadas ao anúncio. A estratégia do governo inclui buscar novos mercados por meio da ApexBrasil — agência federal responsável por promover as exportações e atrair investimentos estrangeiros.
Aluguel
Moradores de Angra dos Reis que recebem o Aluguel Social do Governo do Estado devem realizar o recadastramento obrigatório entre 11 de agosto e 11 de setembro. O atendimento será feito de segunda a quinta-feira, das 9h às 16h, na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social. É necessário apresentar documentos de todos os membros da família, comprovantes de renda, contrato de locação e laudo da Defesa Civil. Também será exigida a folha resumo do Cadastro Único com o NIS. O recadastramento é anual e obrigatório para manter o benefício.
Blitzes
O governador Cláudio Castro apresenta nesta quarta-feira (23) o Estatuto das Blitzes do Estado do Rio de Janeiro. A proposta busca regulamentar e ampliar as ações de fiscalização nas vias públicas, reforçando a segurança da população.
Bolsa Família
Quase um milhão de famílias deixaram o Bolsa Família em julho por superarem a linha da pobreza, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social. A maioria cumpriu os 24 meses da regra de proteção após melhora na renda por emprego ou empreendedorismo. O ministro Wellington Dias destacou que 3,5 milhões de pessoas saíram da pobreza em 2024 e mais de 8,6 milhões desde 2023. Ele rebateu críticas de que beneficiários se acomodam e explicou que o programa exige frequência escolar, qualificação e incentivo a pequenos negócios. Segundo ele, muitos ex-beneficiários estão ascendendo à classe média.
Demissão
A Comissão de Trabalho da Câmara aprovou projeto que permite demissão por justa causa de empregados domésticos que maltratarem animais, sejam domésticos, silvestres ou exóticos. A proposta altera a CLT e a Lei do Trabalho Doméstico. O texto aprovado amplia o escopo original do projeto, incluindo mais espécies e contextos. A relatora, deputada Dayany Bittencourt, destacou que a punição não se aplica quando o contato com animais for parte das atividades do empregado. A proposta ainda será analisada por outras comissões antes de seguir ao Senado.
Liberou
A manutenção parcial do decreto que elevou o IOF permitiu ao governo liberar R$ 20,6 bilhões no Orçamento de 2025, reduzindo o valor congelado de R$ 31,3 bilhões para R$ 10,6 bilhões. A medida foi possível após aumento na previsão de receitas líquidas em R$ 27,1 bilhões, impulsionado por royalties do petróleo e arrecadação de IR. Com isso, a estimativa de déficit primário caiu para R$ 74,1 bilhões, incluindo despesas fora do arcabouço fiscal. Um novo decreto com limites de empenho será publicado no dia 30. Parte dos gastos ainda está bloqueada para respeitar o teto de crescimento fiscal.
Jovem cientista
As inscrições para o Prêmio Jovem Cientista vão até 31 de julho e têm como tema “Resposta às Mudanças Climáticas”. Podem participar alunos do ensino médio, superior, mestrado e doutorado, com premiações que incluem laptops, bolsas do CNPq e prêmios em dinheiro. Projetos devem seguir linhas de pesquisa específicas conforme o nível de ensino. O prêmio também destaca pesquisadores e instituições pela relevância dos trabalhos. A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a Fundação Roberto Marinho e Shell Brasil.
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Agatha Amorim