Barra Mansa debate construção do Plano Local de Ação Climática
Barra Mansa – A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Barra Mansa promoveu na tarde desta sexta-feira (28), no Parque Natural de Saudade, a 1ª Oficina Presencial – Diagnóstico e Levantamento de Ações. O evento é uma etapa do processo participativo de construção do Plano Local de Ação Climática (PLAC) do município.
A iniciativa integra o projeto Ambiente Resiliente, coordenado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e pelo ONU-Habitat, em parceria com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, que tem como objetivo fortalecer a capacidade dos municípios fluminenses de planejar e implementar ações de enfrentamento aos impactos da mudança do clima.
O encontro promoveu um espaço de escuta ativa e diálogo entre diferentes setores, com o objetivo de identificar desafios, oportunidades e vulnerabilidades do território de Barra Mansa. A proposta é complementar as análises e os dados técnicos com os conhecimentos e experiências de representantes que vivenciam a realidade do município, contribuindo para a construção de estratégias climáticas alinhadas às necessidades locais.
O Plano Local de Ação Climática é um instrumento estratégico que irá orientar o município na identificação, no planejamento e na implementação de ações para enfrentar os desafios relacionados às mudanças climáticas. No âmbito do projeto Ambiente Resiliente, o documento será estruturado a partir de três eixos principais: mitigação das emissões de gases de efeito estufa; adaptação à mudança do clima; e fortalecimento da resiliência urbana e da gestão de riscos e desastres.
O secretário de Meio Ambiente, Rodrigo Viana, destacou que as características geográficas de Barra Mansa tornam necessário um planejamento cada vez mais estruturado para lidar com os eventos climáticos extremos.
– Por conta da sua geografia, Barra Mansa sofre todos os anos com deslizamentos, queimadas e transbordamentos de rios. Este encontro tem como objetivo justamente fazer o diagnóstico dos eventos climáticos que acometem a cidade, identificar nossas vulnerabilidades e buscar soluções para esses eventos extremos. A partir desse levantamento, vamos conseguir elaborar um Plano Local de Ação Climática que esteja de acordo com a realidade do município e que nos permita atuar de forma mais preventiva e eficiente – disse.
Rodrigo ressaltou ainda que a construção do plano depende da união de esforços entre o município, outras esferas de governo, instituições e a sociedade.
– Enfrentar os efeitos das mudanças climáticas exige parceria e integração. A participação do Governo do Estado, da ONU-Habitat e do ICLEI é muito importante nesse processo, assim como o envolvimento das secretarias municipais, da Defesa Civil e dos demais atores que conhecem a realidade do nosso território. Somando conhecimento técnico e experiência local, conseguimos construir soluções mais eficientes para proteger a população e tornar Barra Mansa cada vez mais resiliente – destacou.
A elaboração do PLAC inclui etapas de diagnóstico climático municipal, definição de estratégias e estabelecimento de ações prioritárias. O diagnóstico é fundamental para compreender como as mudanças do clima afetam o território, identificando as áreas e populações mais vulneráveis, os principais fenômenos climáticos que já impactam a cidade e as capacidades locais existentes para enfrentá-los.
Atuação do município
O coordenador da Defesa Civil de Barra Mansa, João Vitor Ramos, destacou a importância da oficina e, principalmente, da construção do PLAC para aprimorar o planejamento e agilizar a atuação do município diante dos eventos climáticos extremos.
– A construção do PLAC é muito importante porque vai contribuir para dar mais celeridade às ações municipais de mitigação dos eventos climáticos extremos. Para a Defesa Civil, o mapeamento é uma ferramenta fundamental. Quanto mais informações tivermos sobre as áreas de risco, os eventos que podem ocorrer e as vulnerabilidades existentes, mais preparada estará a equipe para agir de maneira rápida e eficiente – ressaltou.
João Vitor também reforçou que a integração entre os órgãos públicos e as instituições parceiras é essencial para fortalecer a prevenção e a resposta aos eventos adversos.
– A Defesa Civil não consegue atuar sozinha. Precisamos da parceria com as secretarias municipais, com o Governo do Estado, com as instituições envolvidas no projeto e, principalmente, com os profissionais que possuem conhecimento sobre o território. Essa união permite compartilhar informações, planejar ações e melhorar nossa capacidade de resposta. O PLAC será mais uma ferramenta para fortalecer esse trabalho integrado e proteger a população – concluiu.
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Vinicius
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