Artista de Resende leva reflexão sobre natureza e humanidade ao Salão de Arte de Paraty
Artista de Resende expõe em Paraty: como a arte dialoga com o meio ambiente
A fotógrafa e artista plástica Cláudia Fernandes Moraes, residente de Resende há mais de quatro décadas, está entre os talentos selecionados para o Salão de Arte Anual de Paraty 2026. O evento, que se inicia neste sábado, dia 28, na Galeria Platô 18, no coração do Centro Histórico de Paraty, reconhecida como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, reunirá aproximadamente 30 artistas brasileiros de diversas linguagens, incluindo pintura, escultura e desenho.
A coleção “Do Kaos ao Caos”: como a intervenção fotográfica explora a conexão humana
A participação no prestigiado salão marca um ponto alto na carreira de Cláudia. Ela apresentará sua coleção intitulada “Do Kaos ao Caos”, uma investigação artística sobre a intrínseca relação entre o corpo humano, a natureza e a passagem do tempo. Através de técnicas de fotografia digital, com intervenções e sobreposições, a artista constrói imagens que fundem a figura humana a elementos naturais — terra, árvores e folhas — buscando evocar uma memória ancestral de pertencimento e conexão.
Reflexão crítica sobre os impactos ambientais na obra de Cláudia Moraes
Mais do que uma exploração estética, a obra de Cláudia propõe uma profunda reflexão sobre as consequências da ação humana no planeta. As imagens exploram texturas, transparências e camadas visuais que simbolizam o acúmulo histórico de exploração e o desgaste ambiental. Essa abordagem evidencia o conflito latente entre a humanidade e o ambiente natural, convidando o espectador a ponderar sobre seu papel nesse cenário.
O significado da exposição em Paraty: como a arte se torna um espelho da realidade
Para Cláudia, que é natural de Barra Mansa, a oportunidade de expor em Paraty, um local de tamanha relevância histórica e cultural, é uma honra e um reconhecimento de sua trajetória. A coleção “Do Kaos ao Caos” percorre um caminho simbólico que parte de uma origem primordial, refletindo sobre a evolução e os desafios contemporâneos. O salão estará aberto ao público diariamente até o dia 30 de abril, oferecendo uma rica imersão nas diversas manifestações da arte brasileira atual.
Redação
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