Acusado de matar personal em VR é condenado a 21 anos de prisão

A Justiça de Volta Redonda condenou a 21 anos e seis meses de prisão Cristiano Machado Paula, de 45 anos, acusado de participação no assassinato do consultor esportivo consultor esportivo Rodrigo Cardoso Guedes (foto acima), de 31 anos, em novembro de 2023. O corpo de Rodrigo foi encontrado uma semana depois de seu desaparecimento no alto de um morro do bairro Monte Castelo. Cristiano foi denunciado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Pelo primeiro crime, a pena imposta pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Ludovico Couto Colacino, foi de 19 anos de reclusão. O restante da pena está relacionado ao segundo crime. O magistrado ainda ficou 100 dias multa ao acusado.

O julgamento foi realizado na segunda-feira (28), no Tribunal do Júri de Volta Redonda a partir da tarde e só encerrado à noite. Ao sentenciar o réu, o juiz negou que ele possa recorrer em liberdade, o que foi confirmado ainda na sessão pela defesa do acusado. Além de Cristiano, outro suspeito da prática dos mesmos crimes ainda irá a julgamento.
“Trata-se de acusado com maus antecedentes, veterano no mudo do crime com extensa folha criminal, constando de sua FAC (fls. 1097/1108) quatro condenações, duas por tráfico de drogas e duas por roubo, e anotações referentes a outro crime de homicídio”, escreveu Colacino. “A covardia do delito praticado não deixa dúvidas que a colaboração do acusado no crime trouxe intensa culpabilidade, sobretudo pelo Laudo de Exame de Necropsia que evidenciou o meio intenso de matar, ocasionando na vítima traumatismo crânio encefálico”, acrescentou.

O magistrado também assinalou: “Tendo em conta seu envolvimento com tráfico de drogas, afere-se sua personalidade voltada para o crime e conduta social desfavorável. As circunstâncias e motivos do crime vieram concretizadas pelas qualificadoras reconhecidas pelo Conselho de Sentença e quanto as demais circunstâncias judiciais não se verifica nos autos elementos que possam minimizar as penas a serem aplicadas”.

O assassinato de Rodrigo teve grande repercussão na cidade. No dia 7 de novembro de 203, ele saiu de casa no carro do pai e não foi mais visto com vida. Depois de uma semana, a equipe do Setor de Homicídios da 93ª DP na ocasião, com o uso de um drone, localizou o corpo enterrado em uma cova rasa no matagal. Próximo de onde estava o corpo foram encontradas ferramentas utilizadas para abrir a cova. Também o par de tênis da vítima foi achado. As buscas se concentraram no morro porque o carro do pai de Rodrigo foi o primeiro sinal encontrado, na Rua Ghandi, também no Monte Castelo.

Segundo o que foi apurado pelos investigadores, Rodrigo teria sido morto porque traficantes do Monte Castelo, que na ocasião estavam em disputa territorial com uma facção do bairro Sessenta, desconfiaram que a vítima estivesse passando informações deles para os rivais.

Informa Cidade

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