Três academias são interditadas após fiscalização em Volta Redonda

Foto: Divulgação

Volta Redonda – Três academias foram interditadas em Volta Redonda após uma fiscalização conjunta identificar irregularidades nos estabelecimentos. A operação reuniu a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon), o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-RJ) e o Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região (CREF1).

A ação foi realizada após denúncias encaminhadas ao conselho. Entre as irregularidades encontradas estavam problemas relacionados à presença e à regularização de profissionais de Educação Física, segurança dos estabelecimentos, acessibilidade e cumprimento das normas de proteção ao consumidor.

Em uma das academias, segundo as informações divulgadas sobre a operação, não havia profissional de Educação Física no início da fiscalização. As equipes também encontraram estabelecimentos sem registro no CREF1 e sem responsável técnico, além de situações em que seria necessária a presença de um segundo profissional para acompanhar ambientes que não possuem visibilidade entre si.

Problemas de segurança e acessibilidade

A fiscalização também identificou irregularidades relacionadas à segurança dos frequentadores. Entre elas estavam a ausência de desfibrilador semiautomático e do certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros. Em um dos estabelecimentos, também foi constatada a falta de alvará de funcionamento.

Na área de acessibilidade, foram encontrados problemas como a ausência de banheiro adaptado e locais cujo acesso era feito exclusivamente por escadas.

As equipes também verificaram irregularidades relacionadas à defesa do consumidor. Foram encontrados produtos expostos sem preços, ausência de cartazes obrigatórios do Procon-RJ e falta de exemplar do Código de Defesa do Consumidor.

As três academias deverão permanecer interditadas até a regularização das pendências e a autorização do Procon-RJ para a retomada das atividades.

Operação repercute nas redes sociais

A divulgação da fiscalização gerou repercussão nas redes sociais. Entre os principais questionamentos feitos por internautas estava a ausência dos nomes das três academias interditadas no material divulgado sobre a operação.

Também houve manifestações favoráveis à fiscalização, com usuários defendendo a realização de ações para verificar o cumprimento das normas de segurança e funcionamento por academias e profissionais.

Outros comentários questionaram a quantidade de exigências impostas aos estabelecimentos e a atuação dos órgãos fiscalizadores. Também houve pedidos para que operações semelhantes sejam realizadas em outros segmentos e serviços.

Profissionais da área participaram das discussões. Enquanto parte deles defendeu a fiscalização e o cumprimento das normas, outros fizeram críticas à atuação do conselho profissional e levantaram questões relacionadas às condições de trabalho, remuneração e custos para manutenção do registro.

Até o momento, as informações divulgadas sobre a operação não identificam oficialmente as três academias interditadas. Dessa forma, nomes eventualmente citados ou sugeridos por usuários nas redes sociais não devem ser tratados como confirmação dos estabelecimentos fiscalizados.

 

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Mayra Gomes

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