Código Delas: Como o digital transformou a presença feminina online

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Foto: Divulgação

País – Quando uma cidade recebe um evento como o Código Delas, voltado a mulheres, tecnologia e empreendedorismo, o tema pode parecer específico à primeira vista. Mas ele abre uma conversa muito maior. Hoje, o digital não é mais apenas uma ferramenta de trabalho ou uma obrigação da rotina para as mulheres.

Durante anos, a presença feminina na internet foi limitada a funções muito claras: consumo, trabalho ou redes sociais. Hoje, a mulher que usa o digital compara preços, vende serviços, aprende a usar novas ferramentas, faz cursos, acompanha conteúdos e, muitas vezes, produz conteúdo. No meio disso tudo, também acessa o digital para lazer e distração, explorando diversos formatos online.

Um dos motivos dessa transformação foi o avanço da tecnologia e o reconhecimento das mulheres como público relevante por diferentes setores e marcas — inclusive em nichos antes associados ao público masculino. O digital passou a ser democrático, servindo a todos, com liberdade para escolher como usar o tempo online.

A diferença está na forma de entregar conteúdo a diferentes públicos. Após um dia cheio de tarefas, muitas mulheres buscam o digital para relaxar, assistir vídeos, ouvir podcasts ou interagir em comunidades, mostrando que a internet deixou de ser apenas produtiva e passou a ser completa.

Historicamente, a tecnologia voltada para mulheres era focada na capacitação, produtividade e empreendedorismo. Hoje, o lazer também faz parte da rotina digital, refletindo a mudança de comportamento.

Esse tempo livre pode envolver streaming, vídeos curtos, podcasts, jogos online, leitura ou experiências digitais variadas. Cada mulher cria seu próprio percurso online, de acordo com sua fase de vida, tempo disponível e interesses do momento. Assim, falar de presença feminina no digital não pode se restringir ao empreendedorismo, embora ele continue sendo parte importante da conversa.

Uma das transformações mais relevantes é no campo do entretenimento. Ao ganhar autonomia, a mulher usa o digital não só para crescer profissionalmente, mas também para decidir como ocupar seu tempo livre.

Exemplos simples revelam essa mudança: uma mulher que vende online durante o dia pode terminar a noite assistindo a séries, ouvindo podcasts, jogando no celular ou participando de grupos de leitura. O comportamento digital feminino tornou-se mais amplo e menos previsível, o que explica a popularidade de plataformas de jogos e cassinos ao vivo entre o público feminino.

Eventos como o Código Delas mostram que a tecnologia não precisa ser inovadora apenas no papel; ela deve fazer sentido na vida cotidiana. Quando ajuda no empreendedorismo, ótimo. Mas também é valiosa quando facilita a rotina, proporciona lazer e amplia a forma de viver o tempo livre. A tecnologia eficaz é aquela que cabe na vida real.

 

Mayra Gomes

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