Brasil pode economizar R$ 12 bi com novos reatores nucleares
Brasília — A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou parecer favorável ao Projeto de Lei nº 4.836, de autoria do deputado federal Julio Lopes (PP), que estabelece critérios técnicos para a definição de novos locais destinados à instalação de usinas nucleares no Brasil.
A proposta mira a expansão da geração nuclear como alternativa estratégica para diversificar a matriz energética e reduzir emissões de gases de efeito estufa, além de atacar um gargalo histórico: o alto custo do transporte de combustíveis fósseis para regiões isoladas do país.
Segundo Julio Lopes, até 68% dos municípios brasileiros possuem potencial para receber empreendimentos nucleares, especialmente com o uso de pequenos reatores modulares (SMRs). A tecnologia é apontada como solução para reduzir uma despesa estimada em R$ 12 bilhões por ano com o transporte de óleo utilizado na geração de energia, principalmente no Norte.
— Novos sítios são fundamentais, sobretudo no Norte e Nordeste, onde há grande possibilidade de implantação de pequenos reatores nucleares. Isso pode transformar a vida da população e, ao mesmo tempo, reduzir impactos ambientais — afirmou o parlamentar.
O projeto aprovado pela comissão estabelece parâmetros para a escolha dos chamados “sítios nucleares”, levando em consideração fatores como segurança, proteção ambiental e aceitação social.
De acordo com o autor, a definição prévia de critérios técnicos tende a reduzir riscos e dar maior previsibilidade aos investimentos no setor.
— A instalação de usinas nucleares exige cuidados específicos. Ao definir critérios claros, facilitamos a escolha de locais adequados e avançamos na modernização do setor — destacou Julio Lopes.
Participação social e transparência
Outro ponto central da proposta é a previsão de participação da sociedade no processo de definição dos locais, reforçando a transparência e o controle social sobre empreendimentos considerados estratégicos.
A aprovação na Comissão de Minas e Energia representa um avanço na tramitação do projeto, que ainda precisa passar por outras etapas antes de seguir para votação em plenário.
A iniciativa reacende o debate sobre o papel da energia nuclear no Brasil, especialmente diante da necessidade de ampliar a oferta energética com fontes mais estáveis e de baixa emissão de carbono.
Para especialistas do setor, a adoção de pequenos reatores pode representar uma mudança significativa no modelo de geração em regiões isoladas, reduzindo custos logísticos e ampliando a segurança energética nacional.
Vinicius
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