VR: tendência é de condenação e perda de cargo de PM ao acusado de matar Daiane

A tendência é que a Justiça condene o policial militar acusado de matar a ex-companheira a moradora de Volta Redonda Daiane dos Mendes e dos Santos Reis, de 36 anos, e também determine a perda do cargo na corporação. A avaliação leva em conta decisões recentes em casos semelhantes no país, especialmente quando o autor do crime é agente de segurança pública e o homicídio ocorre em contexto de violência doméstica. Daiane foi baleada na noite do dia 21 de janeiro, após uma discussão na Rua Haiti, no bairro Vila Americana. Ela foi atingida no peito, no abdômen e no braço, sendo socorrida e levada ao Hospital São João Batista, onde permaneceu internada por cerca de um mês. Posteriormente, foi transferida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na última terça-feira, aproximadamente dois meses após o crime.

Segundo familiares da vítima, o histórico de violência já era conhecido. Contra o Everton de Paula Reis, de 39 anos, havia ao menos três registros de descumprimento de medida protetiva. Ele chegou a ser preso em julho de 2025, mas foi solto em novembro do mesmo ano. Ainda de acordo com os familiares e uma advogada da família, a soltura ocorreu após Daiane se retratar durante audiência, por não querer prejudicar o ex-marido e acreditar que ele poderia mudar de comportamento.

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) informou que também havia registros formais desses descumprimentos e chegou a prestar solidariedade à vítima. Em nota, destacou que o feminicídio representa o ápice da violência patriarcal e machista exercida contra as mulheres. Com a morte de Daiane, o procedimento foi atualizado para feminicídio consumado. A Polícia Militar do Estado de São Paulo, onde o acusado atuava, abriu um procedimento administrativo para apurar o caso. Ele está preso no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

Casos parecidos reforçam o entendimento de que a punição deve ser rigorosa. Em março do ano passado, a Justiça condenou o policial militar Janiton Celso Rosa Amorim a 30 anos de prisão pelo assassinato da namorada, Maiara Pereira de Oliveira. O crime aconteceu em novembro de 2020, no estacionamento de uma universidade em Valença, onde a vítima cursava pós-graduação em odontologia, e causou grande comoção no Sul Fluminense. Assim como no caso de Daiane, Janiton também era policial militar. Além da pena elevada, a juíza responsável pelo julgamento determinou a perda do cargo do agente, que na época era lotado no batalhão da Polícia Militar de Resende e atuava em Itatiaia.

Diante desse precedente, a expectativa é que, caso condenado, o policial acusado pela morte de Daiane também receba uma pena alta e seja expulso da corporação, seguindo o entendimento já aplicado em situações semelhantes.

Informa Cidade

VR: tendência é de condenação e perda de cargo de PM ao acusado de matar Daiane


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