Volta Redonda realiza ato público contra a violência às mulheres na próxima terça-feira

A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos de Volta Redonda promove, na próxima terça-feira (27), na praça da prefeitura, no bairro Aterrado, um ato público para manifestar indignação, memória e enfretamento à violência contra as mulheres. A concentração está prevista para acontecer a partir das 13 horas.

Em nota, a secretaria destacou que a manifestação também é um grito coletivo de repúdio a tentativa de feminicídio contra Daiane Menezes dos Santos Reis, de 36 anos, baleada pelo ex-marido, de 39, na frente dos dois filhos pequenos no bairro Vila Americana, na noite da última quarta-feira (21). “Um crime que escancara o quanto ainda falhamos enquanto sociedade na proteção da vida das mulheres e no enfrentamento da violência doméstica e de gênero. Cada mulher violentada representa uma vida interrompida, um sonho ferido, uma família marcada. Não podemos normalizar o horror. Não podemos aceitar que mulheres sigam vivendo sob ameaça, medo e violência simplesmente por serem mulheres”, informou o comunicado, assinado pela secretária Glória Amorim.

Ainda segundo a pasta, Volta Redonda vive um momento que exige indignação pública, em que a sociedade se levante e diga, de forma clara e unificada, um basta de violência contra as mulheres. “A violência contra as mulheres não é um problema individual. É uma ferida social aberta, que sangra todos os dias diante dos nossos olhos e que exige posicionamento, coragem e ação coletiva. O silêncio, a indiferença e a naturalização dessa violência também matam. Este é um chamado para mulheres, homens, jovens, lideranças comunitárias, movimentos sociais, instituições, igrejas, coletivos, profissionais e toda a sociedade civil. É um chamado para quem acredita que nenhuma violência deve ser tolerada e que a vida das mulheres importa. Nossa presença é um posicionamento. Nossa voz é resistência. Nosso silêncio nunca mais será uma opção. Por justiça. Por memória. Por todas as mulheres que já não podem mais falar. Por todas as que ainda precisam viver. Volta Redonda precisa se levantar”, concluiu.

Informa Cidade

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