Visitas às unidades da INB crescem até 35% e ampliam ações educativas
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País – As visitas institucionais e educativas às unidades das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Caldas (MG), Caetité (BA) e Resende (RJ) vêm crescendo e se consolidando como uma importante ferramenta de aproximação da empresa com a sociedade, além de apoio à educação. Na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende, o aumento no número de visitantes foi expressivo no último ano. A unidade registrou crescimento de aproximadamente 25%, somando mais de mil visitantes ao longo do período, entre o Espaço INB e as áreas de produção.
Em Resende, os visitantes se dividiram entre as áreas produtivas da fábrica e o Espaço INB. A área industrial recebeu 214 visitantes em 2025, distribuídos em 17 visitas, enquanto o Espaço INB contabilizou 815 visitantes, oriundos de 22 instituições nacionais e internacionais, com predominância do público acadêmico. Ao todo, em 2025, cerca de 2,5 mil pessoas, entre estudantes, professores, pesquisadores e representantes de diversos setores, visitaram as unidades da empresa.
Em Caetité, o crescimento também foi significativo. As visitas ao Espaço INB Caetité e à Unidade de Concentração de Urânio (URA) passaram de 1.131 visitantes em 2024 para 1.449 em 2025, um aumento de 28%. O Espaço INB Caetité, especificamente, registrou crescimento de 35% no número de visitantes, consolidando-se como referência regional em informação e educação sobre o setor nuclear. O local recebe estudantes de diversos municípios baianos e também turistas, sendo reconhecido como um dos principais pontos turísticos da cidade. Desde a inauguração, em 2010, o espaço já recebeu 43.782 visitantes e figura como o segundo ponto mais recomendado de Caetité no TripAdvisor.
Na Unidade em Descomissionamento em Caldas (UDC), as visitas integram o Projeto Conhecendo a INB, inserido no Programa de Educação Ambiental (PEA) e no Programa de Comunicação Social (PCOM). Em 2025, a unidade recebeu cerca de 200 visitantes. O roteiro inclui a apresentação das atividades de descomissionamento, a história da mineração de urânio na região e ações ambientais, além de palestras sobre radioproteção, visitas à cava da mina, estações de tratamento, laboratórios ambientais e áreas de recuperação florestal.
Nas três unidades, o perfil dos visitantes é diversificado. De acordo com a Gerência de Comunicação Institucional da INB, estudantes do ensino fundamental e médio buscam ampliar conhecimentos sobre ciência e energia nuclear, enquanto universitários e profissionais demonstram interesse por temas como segurança nuclear, processos industriais, meio ambiente e proteção radiológica.
Além da difusão de conhecimento, a INB destaca que as visitas têm papel estratégico ao apresentar de forma transparente suas atividades, protocolos de segurança e a diversidade de profissões que compõem o quadro da empresa. Para este ano, a INB pretende aprimorar os processos de agendamento, ampliar exposições temporárias, fortalecer oficinas educativas e adotar medidas que minimizem o impacto de desistências de última hora, garantindo maior regularidade das visitas técnicas.
O professor de Economia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Carlos Moisés Chaves, que participou de visita à unidade de Caetité, avaliou a experiência como enriquecedora para os estudantes. “Muitos desconheciam que o urânio utilizado nas usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2 é extraído e semiprocessado na Bahia. Trata-se de uma informação estratégica, que revela o papel do estado na cadeia produtiva nuclear e em setores decisivos para o futuro tecnológico e energético do país”, afirmou.
Mais informações sobre visitas às unidades da INB estão disponíveis no site oficial da empresa.
Mayra Gomes
Visitas às unidades da INB crescem até 35% e ampliam ações educativas
